Saúde

Ala materna do Hospital Materno Infantil Santa Catarina será inaugurada após 21 anos

Criciúma e região ganham o seu hospital infantil. Inauguração ocorre neste sábado (1) e os primeiros partos serão realizados a partir do dia 17.

Foto: Guilherme Hahn / A Tribuna

Arrojo. Paciência. Desprendimento. Força de vontade. Zelo. Energia. Virtudes de uma boa mãe. Virtudes dos que em 1960 sonharam com um hospital materno infantil em Criciúma. Deram a ele o nome de Santa Catarina. E não viveram os quase 60 anos que separaram a quase utópica aventura que hoje se torna realidade. Um velho sonho e, mais que isso, uma premente necessidade que passa da promessa, finalmente, à realidade.

A fita inaugural será descerrada na manhã deste sábado (1). Os primeiros partos serão realizados a partir do dia 17, mas hoje, o Sul ganha, finalmente, o seu Hospital Materno Infantil Santa Catarina – HMISC. Para promover o salto de qualidade no atendimento, foram investidos quase R$ 6 milhões em obras nos últimos meses.

Destes, R$ 3,6 milhões dos cofres do Governo do Estado, que deu a tacada decisiva para que tudo funcione de verdade, sem solução de continuidade, assumindo o custeio mensal que saltou de R$ 1,2 milhão para R$ 3,2 milhões. Com essa verba, todo mês, será possível manter o HMISC operando, sob a gestão do Instituto Ideas com a constante supervisão da Secretaria de Estado da Saúde.

As instalações contam com banheira, bola, cavalinho, camas PPP (pré-parto, parto, pós-parto), todo o equipamento necessário para que a gestante do SUS tenha a mesma experiência que as mães dos hospitais particulares têm. A expectativa, agora, é pelo atendimento que será oferecido.

Foto: Guilherme Hahn / A Tribuna

Parto humanizado

Assim é o cenário que os personagens que vivenciam o processo de humanização do parto sonham em encontrar após o dia 17 de dezembro, quando o serviço efetivamente começa. “Quem é envolvido com a humanização do parto, quem luta para a mudança, para a atualização dos procedimentos de atenção ao parto aqui na nossa região, considera a inauguração do Santa Catarina uma grande vitória”, afirma a doula, Francielle Silvano Cardozo.

Mais de vinte anos depois, a oportunidade

Foto: Guilherme Hahn / A Tribuna

Em 1997, a notícia de que o Hospital Santa Catarina estava de portas fechadas preocupava a população, não somente de Criciúma, mas do Sul. Na Prefeitura, um plano de urgência foi colocado em prática e a decisão tomada foi pela compra do prédio, que pertencia ao Grupo Guglielmi.

Na Secretaria de Saúde do Município, Acélio Casagrande. “Me recordo como se fosse hoje. O hospital tinha mais de 100 leitos, pediatria, foi um desespero e em 24h nós conseguimos abrir o pronto-atendimento, o prefeito era o Paulo Meller, corremos atrás dos recursos em Brasília e no Estado e compramos o prédio com a concepção de ser o grande maternoinfantil, que é uma carência da região”, recorda Casagrande.

Os anos foram passando, recursos sendo investidos e o atendimento seguia restrito ao pronto-atendimento e mais tarde aos leitos de Unidade de Terapia Intensiva – UTI Neonatal. Porém, todo o complexo sonhado com referência materna, infantil e saúde da mulher vai sair do papel somente agora em 2018.

Responsabilidades divididas

A estadualização do hospital infantil teve forte cobrança nos últimos anos e foi uma bandeira abraçada por toda região. O processo escolhido para que o Governo do Estado assumisse a responsabilidade que vinha sendo arcada pela Prefeitura de Criciúma foi a contratualização. “O Ideas chegou à administração do Santa Catarina após vencer um processo licitatório realizado pela Prefeitura. O Estado assumiu essa contratualização, há essa possibilidade legal”, explica Casagrande.

Desde então, o valor de R$ 1,250 milhão é repassado pelo Governo do Estado, que já buscou parceria junto ao Ministério da Saúde. “Estou estimando que, com todas habilitações no Ministério da Saúde, o Estado irá arcar com cerca de 50 a 60% e a União em torno de 40%”, projeta o secretário de Saúde. A expectativa é que, com o funcionamento pleno, o valor repassado ao Santa Catarina deva chegar a mais de R$ 3 milhões, devido à produção.

Já à Prefeitura de Criciúma caberá absorver os atendimentos do pronto-atendimento, e isso será realizado nas unidades de saúde e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Foto: Guilherme Hahn / A Tribuna

Referência em saúde da mulher

O Hospital Santa Catarina não será somente a maternidade do Sul do estado, o projeto é ainda mais audacioso e importante. Será formada ali, uma rede que atenderá a mulher e a criança, um acompanhamento completo. “É um hospital que vai ter mais de 100 leitos, clínica para mulher, serão realizadas cirurgias ginecológicas. Serão mais de 200 partos por mês”, elenca Casagrande.

Ainda será desenvolvida uma rede em conjunto com os municípios para que o pré-natal seja realizado com excelência facilitando o atendimento à mãe na hora do parto. “Com todo esse trabalho, vamos conseguir reduzir muito a mortalidade infantil na região”, revela o secretário de Saúde.

Com informações de Francieli Oliveira e Bruna Borges; confira a reportagem completa no Portal 4oito

Foto: Guilherme Hahn / A Tribuna

Foto: Guilherme Hahn / A Tribuna

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