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Aposentados fazem manifestação em frente as agências do INSS de SC

A agência regional do INSS de Criciúma, no centro da cidade, foi palco na manhã desta terça-feira (16), de uma forte mobilização das associações de aposentados, pensionistas e idosos do Sul do Estado, com o mesmo acontecendo em outros importantes municípios catarinenses, como Florianópolis, Blumenau, Chapecó, Concórdia, Joinville e outros.

Os dirigentes e associados começaram a chegar ao local por volta das 07h30min, vindos das cidades de Cocal do Sul, Forquilhinha, Içara, Lauro Müller, Morro da Fumaça, Tubarão, Urussanga, além do distrito de Rio Maina (Criciúma) e de Criciúma, trazendo faixas e cartazes com a pauta das reivindicações da Feapesc: Mesmo índice de aumento do Salário Mínimo a todas as aposentadorias e pensões (PL 01/07); recuperação das perdas salariais (PL 4434/08); extinção da decadência; fim da Desvinculação da Receita da União (DRU); fim do Fator Previdenciário; contra a desoneração da folha, além do fim do voto secreto e derrubada do veto presidencial de 16,67%.

Há medida que o tempo ia passando, mais aposentados não associados compareciam ao local para apoiar a manifestação. “Eu recebia 2,5 salários mínimos quando me aposentei e hoje recebo 50% disto. Esta defasagem é um absurdo”, reclama Adelaide Sofia de Aguiar, 69, moradora de Criciúma. Já, para Clédio Forgiarini, 54, de Forquilhinha o problema também é a defasagem salarial: “Estou aqui porque nosso salário está muito defasado. Precisamos lutar e unir forças para equiparar os nossos salários”, esbraveja.

Manoel Vieira, presidente da associação dos aposentados e pensionistas de Criciúma, reclama da diferença nos aumentos salariais. “Enquanto o salário mínimo é reajustado em 18%, por exemplo, o nosso recebe um aumento de 8%, ou seja, daqui a alguns anos nosso salário estará achatado, portanto, nossa contribuição não irá valer em nada”, explica.

“Nós temos várias pautas de reivindicações que estão sendo debatidas em todo o país. Uma das principais é o fim do fator previdenciário. Também queremos o mesmo índice de aumento do salário mínimo já que o nosso índice de aumento é muito abaixo. Além dessa tem outras questões como o fim do voto secreto”, fala Maria Salete Teixeira Búrigo, a Nena, presidenta da associação dos aposentados e pensionistas de Cocal do Sul.

Apesar da manifestação, a agência ficou com o atendimento normalizado. “Optamos por não impedir o acesso à agência. O que fazemos é orientar as pessoas que vem até aqui sobre a nossa luta para que elas nos apoiem. Queremos apenas ser vistos e chamar atenção para os nossos problemas e não causar confusão”, finaliza Nena.

Integrantes do Sindicato dos Mineiros de Lauro Müller e da Federação Interestadual dos Mineiros de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná também foram levar seu apoio ao movimento da Feapesc. “Somos favoráveis a todo movimento que defende os trabalhadores e este, além de legítimo, tem nosso total apoio”, fala Lourival Elias, presidente do sindicato.

No final da manifestação, por volta do meio-dia, os aposentados, pensionistas, idosos e pessoas que foram prestar solidariedade, cantaram todos juntos o Hino Nacional e gritavam: “Aposentados unidos, jamais serão vencidos”, numa única voz. Os carros que passavam pela local aderiram ao movimento com um buzinaço. O próximo palco destas manifestações deve ser em Brasília (DF), ainda sem data definida.

Em Santa Catarina existem cerca de 1,1 milhão de aposentados, sendo 37 mil associados nas 58 associações de aposentados, pensionistas e idosos da Feapesc, entidade ligada a Confederação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Brasil (Cobap).

Colaboração: Emerson Teixeira

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