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Artistas de circo enfrentam dificuldades por falta de público e bilheteria em SC

Circo tenta sobreviver com doações depois de interromper as atividades durante a pandemia

Divulgação

A pandemia tem gerado impactos para diversos setores em Santa Catarina, inclusive para os artistas de circo que costumam passar pelo Estado. Comemorado no último sábado (27), o Dia Nacional do Circo não foi festejado como queriam os profissionais, com público cheio e muitas risadas.

Com a impossibilidade de realizar eventos com aglomerações, os circos ficaram sem renda durante a pandemia. No sábado, foi contado a história do Circo Rakmer, que ergueu as tendas pela última vez em Criciúma, no Sul de Santa Catarina.

Desde a chegada do grupo no município, em dezembro do ano passado, os artistas tiveram que lidar com diversas dificuldades. Para ajudar a abrigar os trailers dos artistas e as carretas que levam a estrutura do circo, a prefeitura cedeu um pátio ao lado do Ginásio Municipal de Esportes Irmão Walmir Antônio Orsi. O circo vai ocupar a área a partir da terça-feira (30).

– Eu venho lutando desde o começo da pandemia para não fechar o circo. Eu fiz live, drive in, diminui a quantidade de público, coloquei ingressos a R$ 5, coloquei crianças de graça, eu faço qualquer coisa para o meu circo não fechar – disse o proprietário Jeferson Rakmer.

O circo funcionou durante dois meses em 2021 com público reduzido devido ao limite de 25% de ocupação em eventos. Até então, conseguia se manter, mas depois foi necessário parar os espetáculos por causa dos decretos restritivos de finais de semana.

– Tive que vender pertences para conseguir arcar com as nossas despesas até aqui. A população nos forneceu alimentos, inclusive, estamos ajudando mais cinco circos que também estão nesta situação na região, agora que não precisamos pagar aluguel, só temos a agradecer – afirma Jeferson.

Espetáculos gratuitos para retribuir o apoio

O proprietário pretende realizar alguns espetáculos gratuitos na região depois que a cidade sair da situação gravíssima para a Covid-19.

– Depois que tudo isso melhorar, quero fazer apresentações para pessoas em vulnerabilidade social da cidade, como forma de retribuir todo o apoio da população e da prefeitura – disse Rakmer.

O circo tem 40 adultos e dez crianças. O grupo é composto por pessoas de diferentes estados, que possui contorcionistas, trapezistas, acrobatas, malabaristas, palhaços e equipes de administração, manutenção e montagem.

Enquanto as apresentações não são retomadas, a equipe tenta sobreviver com doações, vendas de bolas em semáforos, fazendo fretes com os caminhões que possuem na frota e também tentam vender os carros. 

– Não era o que eu queria, não sou só eu. Eu sei que tem muita gente necessitada, mas eu sou uma dessas pessoas nesse momento que está precisando – lamentou.

Com informações do NSCTotal

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