Segurança

Como foram os dias de campana da polícia que levaram a esconderijo de drogas em SC

Caso que envolve Ruan Brockveld e veio à tona nesta terça-feira (22) expôs, também, possível ligação com o tráfico de armas; entenda

Divulgação

A ação da Polícia Militar de Santa Catarina que levou à prisão de Ruan Brockveld na última segunda-feira (21), por tráfico de drogas, durou três dias. Foi nesse período que os agentes receberam informações federais sobre a localização do rapaz de 24 anos e o monitoraram até descobrir onde estavam os 720 quilos de drogas que ele armazenava.

A prisão do atleta, empresário e filho do vice-presidente da Câmara de Vereadores de Penha, Maurício Brockveld (MDB), aconteceu no âmbito da Operação Redentor, comandada pela Polícia Federal do Rio de Janeiro. A investigação apura organizações criminosas violentas voltadas ao tráfico de drogas e também de armas.

Por ser um caso ainda em andamento, não há muitos detalhes — a própria Polícia Federal diz que não se manifestará sobre o assunto. Mas já se sabe que no sábado (19) a polícia de SC começou as diligências depois de receber informação PF indicando que Ruan, morador de Navegantes, era responsável por armazenar drogas em casa e depois enviá-las para o estado fluminense.

Com base nas informações, começaram as buscas.

No começo do trabalho de monitoramento a PM conseguiu confirmar onde o rapaz mora e o viu manobrando um carro, mas sem saber se havia algo de ilícito no veículo a guarnição decidiu aguardar para fazer a abordagem. Horas mais tarde, veio a notícia que o automóvel tinha sido apreendido no Paraná com 40 quilos de crack.

Ao observar câmeras de segurança, a polícia diz ter conseguido confirmar que a droga encontrada no estado vizinho saiu mesmo do apartamento do rapaz. A PM acredita que por medo de ser descoberto onde estava o restante dos entorpecentes, Ruan teria retirado o material do apartamento dele.

Imagens teriam gravado ele colocando as caixas em um caminhão e deixando o prédio em Navegantes.

A partir daí foram necessárias novas diligências para descobrir qual seria o novo esconderijo. Não demorou muito até a polícia chegar a um imóvel em Balneário Piçarras, onde estavam mais de 720 quilos de cocaína. A carga é avaliada em R$ 25 milhões. A dona do imóvel teria confirmado que alugou o espaço ao rapaz, que foi preso em flagrante.

Segundo os militares, Ruan teria confirmado que era responsável por guardar a droga e encontrar quem a levasse ao Rio de Janeiro. Por esse “trabalho”, disse que recebia R$ 4 mil. Ele foi preso e levado à Polícia Federal de Itajaí, junto com as drogas. Ele vai responder pelo crime de tráfico de drogas.

Ainda conforme a PM, o rapaz teria admitido ter guardado em casa e depois enviado ao estado fluminense uma carga de 750 quilos de maconha e armamento pesado. O material foi apreendido pela Polícia Rodoviária Federal na Rodovia Presidente Dutra, em novembro do ano passado.

Missão Redentor

A operação que levou à prisão Ruan foi estabelecida no Centro Integrado de Investigações e Operações de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro.

O trabalho ocorre sob o comando da Superintendência Regional da Polícia Federal daquele estado desde julho de 2021, e conta com um grupo de policiais especializados na área de inteligência no combate às organizações criminosas violentas voltadas ao tráfico de drogas e armas, corrupção e crimes ambientais.

Contrapontos

A reportagem tenta contato com a defesa de Ruan Brockveld desde a manhã de terça-feira (22), porém não obteve retorno até esta quarta-feira (23). Tentamos contato por telefone, também, com o pai do suspeito, o vereador Mauricio Brockveld, porém ele não atendeu às ligações ou respondeu às mensagens, O espaço para o contraponto segue aberto.

Com informações do NSCTotal

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