Saúde

Dengue, zika e chikugunya: Santa Catarina tem regiões com alto risco de transmissão

O objetivo do levantamento é identificar o tipo e a quantidade de depósitos que possam ser criadouros do mosquito nos imóveis visitados.

Foto: Divulgação

Trinta e dois municípios do Estado apresentam alto risco para transmissão de dengue, zika e chikungunya, de acordo com o Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive), vinculada à Superintendência de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde. Os dados do LIRAa também revelam que 33 municípios apresentam médio risco e dez apresentam baixo risco de transmissão das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

Conforme definido na Estratégia Operacional do Estado, os municípios considerados infestados pelo mosquito devem realizar o LIRAa duas vezes ao ano. Ao todo, 75 cidades fizeram o levantamento. Florianópolis e Navegantes são considerados infestados, mas não realizaram a atividade. Os dados revelam que 86,7% dos municípios infestados apresentam médio ou alto risco de transmissão das doenças. Na região da Grande Tubarão nenhum município figurou na lista.

“No mesmo período do ano passado essa condição era menor. Por isso, mais uma vez precisamos intensificar as ações de controle vetorial, especialmente nessas regiões”, explica João Fuck, gerente de Zoonoses da Dive.

LIRAa

O levantamento inspecionou 57.393 depósitos que continham água parada, ou seja, potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti foram analisados. A maioria era de recipientes móveis, como balde, vaso de planta e copos plásticos (21.206). Em segundo lugar, estão o lixo e a sucata (19.881). “Esses dados revelam o quanto todos temos que manter a vigilância sobre nossas casas, o nosso local de trabalho e as nossas ruas. O ano inteiro”, alerta João Fuck.

O objetivo do LIRAa é a identificação do tipo e a quantidade de depósitos encontrados que possam ser potenciais criadouros do mosquito nos imóveis vistoriados. A atividade foi desenvolvida pelo Ministério da Saúde (MS) em 2002, sendo realizada pelos municípios considerados infestados pelo Aedes aegypti. O levantamento é feito por meio da visita a um determinado número de imóveis do município, onde ocorre a coleta de larvas para definir o Índice de Infestação Predial (IIP).

Os dados completos foram apresentados durante reunião da Sala Estadual de Situação. A Sala Estadual de Situação é um espaço intersetorial e permanente que gerencia e monitora a intensificação das ações de mobilização e controle ao mosquito Aedes aegypti em Santa Catarina. É composta por órgãos públicos e da sociedade civil organizada.

Com informações do Jornal Notisul

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