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Em Chapecó, Bolsonaro defende tratamento imediato e critica lockdown

Em fala de pouco mais de 25 minutos, o presidente não falou sobre o processo de vacinação do Brasil, nem sobre o recorde mortes diárias alcançado ontem

Divulgação

Em discurso na manhã desta quarta-feira (7) em Chapecó, o presidente da República Jair Bolsonaro defendeu o que chamou de “tratamento imediato” contra a Covid e garantiu que “não haverá lockdown nacional”. O presidente chegou à cidade para vistoriar o trabalho feito pela prefeitura, após vídeo compartilhado nas redes sociais em que o prefeito da cidade João Rodrigues (PSD) sugere que o tratamento precoce à Covid fez o número de casos e óbitos caírem no município.

“Por que essa campanha mundial contra o tratamento imediato? […] Por que não pode ter um tratamento imediato? Olha a questão do off label, fora da bula. É um direito. É um dever do médico. Ele tem que buscar uma alternativa”, afirmou o presidente, que evitou falar o termo ‘tratamento precoce’. Ele também não falou em cloroquina ou hidroxicloroquina, mas fez referência aos medicamentos como uma opção de tratamento e que ele próprio tomou quando contraiu a doença.

Em outro trecho, Bolsonaro testemunhou contra o lockdown e disse que defende o funcionamento das atividades para combater o desemprego. “Não podemos ficar em casa ad eternum esperando que a solução caia do céu. Lamentamos as mortes. […] Quem abre mão de um milímetro da sua liberdade em troca de segurança, está condenado, no futuro, a não ter segurança e não ter liberdade”, complementou o presidente, que lembrou mais uma vez a decisão do STF de garantir as decisões de prefeitos e governadores na gestão da pandemia.

“Não vai ter lockdown nacional. Alguns ousam dizer que as Forças Armadas deveriam ajudar alguns governadores nas suas medidas restritivas… O nosso Exército brasileiro não vai à rua para manter o povo dentro de casa”, garantiu. “Estou me lixando para [as eleições de] 22. Vai ter uma pancada de candidatos aí. Seria muito mais fácil a gente ficar quieto e se acomodar, não tocar nesse assunto”, disse o presidente.

Ao lado de Rodrigues, Bolsonaro lembrou que foram colegas deputados no Congresso Nacional e que o conhece “há algum tempo”. Acrescentou ainda que fez questão de visitar Chapecó para conferir as ações pessoalmente, em vez de o prefeito ir a Brasília. Além do prefeito de Chapecó, o presidente citou brevemente duas figuras políticas de Santa Catarina: a governadora Daniela Reinehr e o senador Jorginho Mello, que acompanhavam o evento.

Em fala de pouco mais de 25 minutos, o presidente não falou sobre o processo de vacinação do Brasil, nem sobre o recorde mortes diárias alcançado nesta terça-feira (6). Antes de terminar, defendeu a abertura e funcionamento das igrejas para atendimento da população.

Bolsonaro não almoça em Chapecó e voará para Foz do Iguaçu, no Paraná, na sequência, para cumprimento de agenda na cidade.

Com informações do TNSul

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