Feagro 2016

Feagro e Epagri unidas na difusão do conhecimento e na evolução do agronegócio

“Para evoluir é necessário conhecimento” é o tema da Feagro 2016. Para alcançar este objetivo, a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina – Epagri é uma grande parceira. Durante os cinco dias de evento, diversas ações são realizadas com o intuito de apoiar e impulsionar o crescimento do setor do agronegócio da região.

Na manhã deste sábado (4), foi realizada a Abertura do Seminário Regional de Piscicultura, que reuniu aproximadamente 200 pessoas. Na oportunidade, foram realizadas duas palestras. A primeira, com o químico industrial e diretor técnico da Alfakit, Leo de Oliveira, sobre Qualidade de Água e Manuseio de Equipamentos para Análises Físico-Químicas.

Já a segunda, foi proferida por Eduardo Ono, engenheiro agrônomo, mestre em Aquicultura pela Auburn University, EUA. Ele é presidente da Comissão Nacional de Aquicultura da CNA, membro titular da Câmara Setorial da Aquicultura junto ao Mapa. A Importância da Análise de Investimentos na Piscicultura foi o tema da palestra.

Já na quarta-feira, foi realizado o Encontro de Juventude Rural; na quinta-feira, o Simpósio de Gado de Leite; na sexta-feira, o Simpósio de Gado de Corte. Todas as realizações superaram as expectativas, tendo em vista a participação do público-alvo, que compareceu em peso. Segundo o engenheiro agrônomo da Epagri, Rafael Effting Knabben, a escolha dos temas e dos palestrantes foi pensada para que os produtores usufruam o máximo possível.

“A organização da Feagro delegou a Epagri como responsável principalmente para a organização dos seminários, tendo em vista que nós já trabalhamos com o treinamento e ensino. A Epagri nada mais é do que uma universidade informal, pois é uma geradora de conhecimento. Sendo assim, para a escolha dos seminários, analisamos a realidade e as necessidades dos produtores da região. Com isso, eles podem tirar mais proveito do conteúdo apresentado”, destacou.

Pavilhões Piscicultura e da Agricultura Familiar: reconhecimento e divulgação

Piscicultura

Além dos eventos que difundem conhecimento, os Pavilhões da Piscicultura e da Agricultura Familiar também são realizações da Epagri na Feagro. No Pavilhão da Piscicultura, foi realizada a Cozinha Didática, onde foram realizadas oficinas de pratos com preparo a base de peixe e também o tradicional caldo de peixe, distribuído para o público presente, na quinta e sexta-feira.

Neste sábado (4), às 19 horas, será realizado o 7º Concurso de Culinária de Peixes, com seis pratos inscritos. “O objetivo do concurso é mostrar diferentes formas de consumo da tilápia, buscando fugir da fritura. Com isso, é possível abrir mais mercado e atrair mais consumidores”, frisou Rafael.

O espaço conta também com uma Cozinha Comercial administrada pela Associação de Piscicultores de Grão Pará e pelo Núcleo de Piscicultores de São Ludgero. "A escolha se deu por meio de uma eleição entre as oito associações da região. As duas obtiveram a maioria dos votos", explicou. Além disso, há, ainda, o espaço para exposição. “São oito estandes que reúnem a cadeia da piscicultura. Então é possível encontrar vendedor de ração, de produtos e equipamentos de controle para melhorar a qualidade da água, alevinos, terraplanagem, elaboração de projetos e entre outras. O objetivo é divulgar e unir os envolvidos com o segmento na região”.

Agricultura Familiar

Entre os expositores do Pavilhão da Agricultura Familiar, está a Sucos Crozetta, empreendimento familiar do município de Treze de Maio, fundada há 13 anos. Murilo Crozetta, de 21 anos, trabalha com o pai há aproximadamente dois anos e meio. Atualmente, a família produz sete marcas registradas. Entre os sabores, estão pêssego, goiaba, banana, uva, abacaxi e maracujá.

“O de banana é um produto inovador, não existe no mercado. Somos pioneiros por conseguir o registro junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa. Eu trabalhava no setor da mecânica e resolvi parar para poder ajudar o pai neste ramo. É uma área que está crescendo muito, principalmente a uva. O Brasil hoje não tem suco suficiente para atender toda a demanda do mercado. Por isso, apostamos nessa possível tendência”, contou.

Há pelo menos dez anos, a Epagri é uma forte parceira, auxiliando na expansão da produção de suco. “O apoio vai desde os cursos profissionalizantes, os incentivos e também por meio dos conhecimentos repassados. Por isso, consideramos a Epagri fundamental”, acrescentou. O fato vai ao encontro dos programas da Epagri, que busca também dar condições aos jovens para que permaneçam na atividade rural.

Por isso, segundo o organizador do Pavilhão da Agricultura Familiar e engenheiro agrônomo da Epagri, Bruno Marques Felippe, as Gerências Regionais, por meio do Programa SC Rural, realizam curso de jovens empreendedores rurais. A turma de Tubarão foi a que participou do Encontro de Juventude Rural, realizado na quarta-feira (1º), na programação da Feagro.

No pavilhão, entre 15 e 20 propriedades rurais expõem os trabalhos. “É o segundo ano que montamos o pavilhão. Esta edição conta com a participação de dez municípios da região. Entre eles, além de Braço do Norte, Grão Pará, Rio Fortuna, Gravatal, Pedras Grandes, Treze de Maio e até Paulo Lopes. São expositores com base na agricultura familiar. Alguns são famílias que produzem e outras são agroindústrias familiares, de famílias que já possuem alguma construção na propriedade voltada para a produção de alimentos beneficiados”, explicou o organizador.

No local, é possível encontrar artesanato; produtos com valor agregado, como panificados, sucos naturais e cachaças artesanais; além de toda a parte de embutidos, como salame e queijo. “Há uma variedade de produtos coloniais com boa procedência e com muita qualidade para oferecer aos consumidores. É uma forma de reconhecimento pelos trabalhos realizados por essas famílias pelo fato de dar um passo a mais na comercialização, por tentar atingir novos mercados e não ficarem limitados apenas à comunidade em que ficam localizadas. Além disso, a Feagro não é somente um ponto de venda, é também uma vitrine. Sendo assim, serve como divulgação, já que há grande circulação de pessoas”, destacou. 

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