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Idosa é indiciada por injúria racial depois de atacar atendente

Crime foi em dezembro em uma loja no Centro de Içara

Foto: Divulgação

Uma mulher, de 70 anos, foi indiciada pelo crime de injúria racial em Içara. O caso foi investigado pelo delegado Rafael Iasco e, agora, aguarda manifestação do Ministério Público (MP). O caso ocorreu em dezembro do ano passado e, na época, a idosa atacou uma atendente de uma loja na região central da cidade. A acusada chegou ao comércio, pegou uma carteira vermelha – que estava à venda – e disse “isso é coisa de negro”. Logo depois deu um tapa no rosto da funcionária (que era negra).

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LEVANTAMENTO

A agressora ainda foi presa em flagrante, mas por conta da idade, responde o processo em liberdade. “A conclusão do inquérito foi pelo crime de injúria racial”, diz Iasco. A reportagem fez um levantamento na tarde de quinta-feira, 04, em busca de informações sobre os outros casos ligados a racismo que estão em apuração na Amrec. Confira como estão os andamentos dos inquéritos:

Modelos atacadas – O caso envolvendo a supervisora regional de uma marca de roupas em Criciúma está ainda em processo de investigação. O IP está na 2ª Delegacia de Polícia, a cargo do delegado Márcio Neves. “Ainda falta o depoimento da funcionária da loja”, explica o delegado. No fim do mês de novembro do ano passado, a investigada – conforme áudios que tomaram a rede – alegou que as modelos (que eram negras) não seriam as melhores para vestir a marca por serem “esquisitas e mal encaradas”. Em outro momento do áudio, a suspeita comentou que as peças deveriam ser usadas por “clientes de elite”.

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Menina chamada de “macaca” – Em março de 2022, uma menina de sete anos foi atacada nas redes sociais e chamada de “macaca”. Ela estava pronta para uma festa na escola quando a mãe decidiu publicar um vídeo da filha caracterizada, e foi surpreendida por uma mensagem: “Desculpa aí, mas vi uma macaca se coçando”. O IP foi concluído pela delegada Juliana Zapelini e indiciou a suspeita por crime de injúria racial qualificada pelo preconceito. “Os autos foram remetidos ao Poder Judiciário para análise”, completa Marcelo Viana, que está cobrindo férias na Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI).

Com informações do TNSul

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