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Jovem criciumense presa na Austrália por tráfico de drogas sai da prisão

Jovem criciumense presa na Austrália por tráfico de drogas sai da prisão

Foto: Divulgação

A criciumense Priscila Ugione Ambrósio, de 25 anos, presa em abril do ano passado ao tentar entrar com três quilos de cocaína escondidos na bagagem na Austrália, saiu da prisão. Na ocasião, o namorado dela, o também criciumense André Rizatti Custódio, de 31 anos, também foi preso e continuaria recluso, segundo informações extraoficiais. A prisão foi registrada assim que o casal desembarcou no Aeroporto Internacional de Sidney.

André estava com mais três quilos da mesma droga na mala. Após uma postagem no Facebook na noite de ontem, Priscila falou com a reportagem via rede social, mas trata o episódio, assim como a motivação da liberdade, em sigilo. “Fui aconselhada a não comentar o caso por enquanto. Mas, quando estiver em casa, poderemos, sim, conversar”, resumiu a jovem, que ainda está no exterior.

Já na mensagem, Priscila inicia o texto em forma de agradecimento: “Não desista, ainda que a sua fé seja pequena, o que Deus tem para te entregar é grande. Muitos não irão entender, mas você compreenderá o quanto valeu a pena lutar, esperar e confiar. Obrigada, meu Deus, por nunca ter me abandonado. Por ter me dado força o suficiente para levantar muito mais forte todas as vezes que eu cai. Obrigada por ter me abençoado com uma família maravilhosa, que durante esses 11 meses esteve do meu lado, me ajudando a não desistir”, anotou.

Pesadelo acabou

Agradeceu ainda aos amigos verdadeiros que o “Senhor colocou no meu caminho. Esses poucos que provaram a amizade e o carinho que sentem por mim, e que acreditaram em mim desde o início, e quero levar para vida toda. Obrigada, meu Deus, por esse pesadelo ter acabado. Amém”, finalizou.

Em entrevista após a notícia da prisão do casal, o professor de Direito Penal e Direito Internacional da Unesc, Frederico Ribeiro de Freitas Mendes, explicou como funciona a legislação na Austrália, informando que a pena para o crime de tráfico internacional de drogas no país pode chegar à prisão perpétua, uma multa de 1,3 milhão de dólares australianos, equivalentes a quase R$ 3,4 milhões, ou as duas coisas.

“Se o casal tiver a condenação máxima, a Justiça australiana teria que aceitar a comutação da pena de prisão perpétua em privativa de liberdade no patamar de 30 anos, que é o caso do Brasil”, acrescentou.

O Consulado também explicou na época que não pode solicitar soltura nem pagar os honorários advocatícios ou custas processuais. O brasileiro detido tem o direito de permanecer calado e saber que tudo o que declarar à polícia poderá ser usado contra ele. No sistema judicial da Austrália, a promotoria é a própria polícia. O preso pode se recusar a responder perguntas e dizer que somente prestará depoimento na presença de advogado.

Com informações do site Clicatribuna

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