Serra

Lages tem protesto após morte de bebê em hospital; sindicância apura

Mulher passou mais de 24h em trabalho de parto e foi submetida a cesárea. Segundo atestado de óbito, causa da morte foi sofrimento fetal agudo.

Foto: Reprodução / RBS TV

Foto: Reprodução / RBS TV

Moradores de Lages fizeram um protesto na tarde dessa sexta-feira (5), em frente ao Hospital e Maternidade Tereza Ramos, depois da morte de um bebê no último sábado (30). Após 24h de trabalho de parto, a criança nasceu de cesárea, mas morreu um dia depois na UTI.

A mãe da criança, Mariane Guedes, informou que deu entrada na maternidade na quarta-feira (27), às 18h, e recebeu medicamentos para induzir o parto às 20h. Mariane só deu à luz à 0h de sexta-feira (29). No dia seguinte, a bebê morreu.

Conforme a RBS TV, na certidão de óbito da bebê de Mariane, a causa da morte foi apontada como sofrimento fetal agudo ou falta de oxigênio. "Acho que isso não deve se tornar só mais uma estatística, não pode acontecer, é uma vida”, disse Mariane.

Casos semelhantes

Depois da criação de um perfil em uma rede social para divulgar o caso, relatos semelhantes vieram à tona. “Queremos conscientizar o máximo de pessoas, porque agora apareceu muita gente que tava omissa antes", disse Mariane.

A diarista Luciele Rodrigues relatou que, há quatro meses, deu entrada no mesmo hospital. Na época, ela estava com dez semanas de gestação e apresentava sangramento. “Eu fiquei o dia inteiro sangrando, com dor, sentada na cadeira do corredor e eles não me atenderam. Às seis horas da tarde, eles foram me atender, fazer a ultrassom”, contou a diarista, que acabou perdendo o bebê.

Posição da maternidade

A direção do hospital preferiu não dar entrevista, mas, em nota, informou que uma comissão de sindicância interna ouvirá todos os profissionais envolvidos no caso de Mariane. Depois disso, um parecer será encaminhado à Secretaria de Estado da Saúde, ao Conselho Regional de Medicina e ao Conselho Regional de Enfermagem.

A secretaria informou também que acompanha o caso e, conforme uma análise preliminar, os procedimentos clínicos observados estão corretos. A suspeita é de que o bebê pudesse ter problemas cardíacos e tenha sofrido uma parada fatal. Segundo o hospital, todas as necessidades do recém-nascido e da mãe foram atendidas.

Com informações do site G1 SC