Segurança

Mega-assaltos em Araçatuba e Criciúma têm seis semelhanças; entenda

Ação que aconteceu no interior de São Paulo teve aspectos parecidos com roubo em SC no fim de 2020

Divulgação

Criminosos fortemente armados atacaram agências bancárias de Araçatuba, interior de São Paulo, na madrugada desta segunda-feira (30). A ação dos bandidos contou com uso de explosivos, pessoas sendo feitas reféns e um cerco à cidade. Características que se assemelham ao mega-assalto que aconteceu em Criciúma em novembro de 2020.

Na cidade do Sul catarinense, a ação durou 1 hora e 45 minutos. Os criminosos roubaram e roubaram cerca de R$ 125 milhões de uma agência do Banco do Brasil. Foram feitos reféns e um policial militar foi baleado e ficou mais de dois meses no hospital.

No mega-assalto em Araçatuba, três pessoas foram mortas — dois moradores e um criminoso. Outras quatro ficaram feridas. Entre elas, um ciclista de 26 anos que teve os pés amputados ao ser atingido por um explosivo.

As madrugadas de horror promovidas pelos criminosos são características do chamado “novo cangaço”. O termo é associado à modalidade que inclui assaltos simultâneos e ataques a quartéis realizados por pessoas organizadas e fortemente armadas.

O diretor da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), Anselmo Cruz, fala que as ações têm o mesmo modus operandi. Ele aponta que esse tipo de roubo vem acontecendo em várias cidade do país.

— É o mesmo tipo de ação. O mesmo modus operandi. Mas não precisa ter ligação nenhuma com Criciúma. Na verdade, antes de Criciúma já tinha uma dezena de casos que tinham o mesmo modus operandi em várias outras cidades pelo Brasil — diz Cruz.

Cidades cercadas

Nas duas ações, os criminosos cercaram a região central das cidades. Em Criciúma, o grupo promoveu bloqueios e barreiras na tentativa de dificultar a chegada da polícia até o local.

O mesmo aconteceu em Araçatuba. Os criminosos colocaram fogo em veículos para evitar que os policiais chegassem ao local. Além disso, eles teriam usado um drone para monitorar a movimentação dos agentes.

Agências bancárias como alvo

O alvo das ações foram agências bancárias. No caso de Criciúma, os criminosos atacaram uma agência do Banco do Brasil e roubaram cerca de R$ 125 milhões. As autoridades de Santa Catarina afirmam que este foi o maior assalto da história do Estado.

Segundo o G1, os criminosos de Araçatuba atacaram três agências bancárias no Centro. Não foi revelado se os bandidos conseguiram levar dinheiro dos locais e nem qual foi a quantia levada.

Uso de explosivos

A quadrilha que assaltou o banco em Criciúma usou explosivos para acessar o cofre do banco. Após o assalto, foram recolhidos quatro explosivos. Havia artefatos nas ruas, com detonadores por celular, mas que não foram detonados. Ao todo cerca de 200 kg foram detonados de forma controlada em uma área segura pelo esquadrão de bombas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE).

No caso de Araçatuba, a polícia acredita que o grupo espalhou os artefatos por pelo menos 20 pontos da cidade. Os explosivos são acionados por movimento ou calor. Um ciclista ficou ferido após uma explosão.

Escudos humanos

Após o ataque às agências bancárias, os criminosos de Araçatuba fizeram reféns. Eles chegaram a colocar pessoas em cima de carros em uma espécie de “escudo humano”.

Pessoas também foram feitas reféns no assalto em Criciúma. Um grupo foi enfileirado e ficou sentado em uma faixa de pedestres.

Grupo grande de criminosos

Em ambos os casos, os assaltos foram feitos por grupos grandes de criminosos. Em Criciúma, a ação contou com cerca de 30 pessoas. Até agosto, 15 suspeitos de envolvimento no assalto foram presos.

Informações preliminares apontam que cerca de 20 pessoas participaram do assalto em Araçatuba. Até a manhã desta segunda-feira, quatro pessoas tinham sido presas e um dos criminosos morreu.

Fuga pela estrada

As fugas dos criminosos também têm semelhanças. Os dois grupos optaram pela fuga pelas estradas. No caso de Criciúma, parte dos bandidos fugiu para a cidade de Nova Veneza. Dez carros foram localizados em milharal na cidade.

No ataque de Araçatuba, o grupo também optou por fugir por estradas. Alguns veículos de moradores foram roubados na fuga.

Com informações do G1 / NSCTotal

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