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Número de casos e mortes faz oito cidades catarinenses decretarem emergência pela dengue

Número de casos prováveis é 650% maior do que no mesmo período do ano passado e há 155 cidades infestadas pelo mosquito

Foto: Divulgação

A alta em números de casos confirmados e mortes pela dengue fez oito cidades de Santa Catarina decretarem situação de emergência pela doença. Nesta quarta-feira (21), a secretária de Saúde, Carmen Zanotto, informou que o governo estadual vai seguir a mesma linha e prepara um decreto emergencial que deve ser publicado ainda nesta semana. O número de casos prováveis da doença no Estado em 2024 já é 650% maior do que no mesmo período do ano passado. Ao todo, 155 cidades catarinenses estão infestadas pelo mosquito.

Todos os municípios que publicaram o documento aparecem em vermelho no mapa de monitoramento InfoDengue, o que indica que o número de incidência de novos casos é alto e que esses locais, portanto, vivem uma epidemia do mosquito aedes aegypti — que considera 300 casos para cada 100 mil habitantes.

Dessas cidades, três delas ficam na região Norte catarinense e serão contempladas com a vacina contra a dengue. O envio faz parte da segunda remessa que será lançada pelo Ministério da Saúde.

Veja as cidades de SC que decretaram emergência pela dengue

Florianópolis;
São José;
Balneário Piçarras;
Coronel Martins;
Penha;
Itapiranga;
Araquari;
Joinville.

17,6 mil casos prováveis, oito mortes e 155 cidades infestadas

Neste ano, já foram registrados 17.696 casos prováveis de dengue em 177 municípios catarinenses. Os dados mostram um aumento de 650% em relação ao mesmo período do ano passado. Além disso, já foram confirmados oito óbitos pela doença. Joinville lidera a lista com cinco óbitos, e é seguida pela vizinha Araquari (um), Itajaí (um) e Itapiranga (um). Outras duas mortes ainda seguem em investigação em Araquari e Navegantes.

Além disso, foram identificados 12.885 focos do aedes aegypti em 215 municípios, sendo que 155 desses são considerados infestados pelo mosquito. A incidência acumulada (que considera 300 casos a cada 100 mil habitantes) em 2024 nas regiões de saúde é de: Nordeste (1.076,71) Foz do Rio Itajaí (392,93), Médio Vale do Itajaí (287,03), Grande Florianópolis (262,24), Vale do Itapocu (130,48) e o Extremo Oeste (113,06).

Hospitais sobrecarregados

O quadro de dengue em SC há levou a 213 internações nos hospitais públicos de Santa Catarina e tem gerado preocupação no Estado. Até segunda-feira (19), 79 pacientes estavam internados em 20 hospitais catarinenses.

As unidades mais afetadas eram o Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, em Joinville, com 24 pacientes, e o Hospital Infantil Pequeno Anjo, em Itajaí, com 12 crianças hospitalizadas. As unidades ficam nas regiões com maior incidência de casos: Nordeste, com 1.076,71, e Foz do Rio Itajaí, com 392,93.

O que leva a um decreto de emergência

Um decreto de emergência é publicado na saúde pública quando há um risco epidemiológico que pode colapsar o sistema. Em Santa Catarina, a maioria das cidades está infestada pela dengue e isso fez com que oito cidades assinassem o decreto.

Ainda nesta semana, o governo do Estado também deve assinar o documento. Isso vai ocorrer por conta do alto número de casos já notificados e prováveis da doença que, em caso de agravamento de pacientes, podem extrapolar a capacidade de hospitais e demais unidades de saúde sob a direção municipal e estadual.

Com o decreto, portanto, o governo tem a possibilidade de pedir mais recursos do governo federal que devem ser investidos, conforme a secretária Carmen Zanotto, na contratação de quadro pessoal e compra de novos leitos para evitar-se as superlotações que foram recorrentes no ano passado.

— As ações devem facilitar o acesso e o tratamento adequado dos pacientes, a fim de evitar complicações e mortes associadas a essa doença, neste momento de transmissão acelerada de dengue, que pode ser saturar a rede de assistência rapidamente — destaca Zanotto.

Informações retiradas do NSC Total

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