Segurança

Sala fechada com geradora a gás criou “bomba” antes de explosão em hotel em Florianópolis

Equipamento era utilizado para aquecer água e teve vazamento identificado por funcionária ferida

Divulgação

A explosão ocorrida em um hotel em Florianópolis no domingo (15) teve origem em um vazamento em uma sala subterrânea onde a água do prédio era aquecida por um gerador. O gás se acumulou no espaço e acabou incendiado com o próprio funcionamento do equipamento.

A conclusão é ainda preliminar, da perícia iniciada na segunda (16) e que tem prazo de 30 dias para ser encerrada. Ela foi revelada ao Diário Catarinense pelo tenente Pedro De Paula, do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), à frente da apuração.

Ele diz que o espaço que abrigava a geradora a base de gás liquefeito de petróleo (GLP) tinha condições inseguras, em nível abaixo do solo e sem aberturas que permitissem a circulação do ar, o que evitaria estragos em caso de vazamento.

— Para qualquer equipamento que faça consumo de gás, até um fogão que se usa em casa, não é aconselhável deixá-lo em um local de subsolo. Porque o GLP é mais denso do que o ar, então, em uma situação de vazamento, vai haver acúmulo ali embaixo — explica De Paula.

— [O espaço com o gerador do hotel] Era também enclausurado, sem ventilação. Então não tem para onde o gás fugir sem circulação do ar. Isso acabou criando uma espécie de bomba — concluiu.

O tenente afirma que a condição fechada do espaço e a localização no subsolo, ao lado de uma lavanderia usada por funcionários no hotel, também dificultava a própria percepção de um eventual vazamento na geradora de água aquecida.

Ele diz, inclusive, que só uma colaboradora do hotel pode ter percebido o cheiro do gás. Trata-se justamente da vítima com ferimentos mais graves devido à explosão. Ela teve 70% do corpo queimado e está internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O militar afirma que, o desenho do restante do prédio, com várias aberturas, ajudou a evitar uma tragédia maior. A energia da explosão pôde ser dissipada, por exemplo, ao estourar os vidros do hotel. A outra vítima do caso foi, inclusive, uma mulher atingida por estilhaços ao passar em frente ao local.

A perícia realiza agora testes para confirmar de onde partiu o vazamento. A suspeita até aqui é de tenha surgido de uma válvula redutora de pressão.

A investigação também avalia a documentação que permitia o funcionamento do espaço nas condições que causou a explosão. O projeto da edificação foi aprovado em 1985. Em 2016, foi aprovada uma alteração nele, que previa a sala com a geradora a gás.

No entanto, a inclusão do espaço teria sido aceita à época com algumas condições, como a garantia de que haveria ventilação nele, o que não foi feito, também segundo avaliação preliminar da perícia.

O prédio, assim como qualquer outro de uso comercial, deveria passar por vistoria de funcionamento anual do Corpo de Bombeiros para ter sua segurança confirmada. Ela ocorre mediante solicitação do próprio estabelecimento à corporação.

A reportagem questionou a rede Slaviero, à frente do hotel, sobre quando foi feita e solicitada a última vistoria, mas ainda não obteve retorno. Em um último comunicado, o grupo mencionou o trabalho de perícia, disse acompanhar o estado de saúde de sua funcionária ferida e já ter acolhido hóspedes do local em um outro espaço.

Na segunda, a Defesa Civil descartou risco estrutural do prédio ao vistoriá-lo. O órgão manteve, no entanto, a interdição do hotel, sem previsão de reabertura. A informação foi dada no dia ao G1.

Com informações do NSCTotal

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