Saúde

Ação visa acabar com criadouros após foco do Aedes aegypti ser encontrado em Orleans

Foto: Ketully Beltrame / Sul in Foco

A equipe formada por profissionais de diversas áreas de atuação da Prefeitura de Orleans finalizou, em uma semana, a varredura em parte do Centro e dos bairros Barro Vermelho, Lomba e Alto Paraná, visando evitar a proliferação do Aedes aegypti, transmissor da dengue, do vírus da zika e das febres chikungunya e amarela.

O foco do mosquito foi encontrado em uma armadilha localizada em um estabelecimento comercial na Rua Aristiliano Ramos, área central da cidade. A partir deste local, casas, estabelecimentos e terrenos baldios foram visitados em um raio de 300 metros nos últimos cinco dias.

O intuito foi acabar com os locais que possam servir como criadouros de larvas do Aedes aegypti. Além disso, durante a ação, os orleanenses foram conscientizados sobre a situação, que é preocupante, tendo em vista que as doenças podem levar à morte e que foi confirmada a relação do vírus Zika com o surto de microcefalia em bebês.

Muitos locais que podem servir como criadouros dos mosquitos foram identificados. Inclusive, possíveis larvas do Aedes aegypti foram encaminhadas para análise. Por conta disso, nesta sexta-feira (27), está sendo realizada a última etapa da varredura. Uma equipe formada por aproximadamente 15 pessoas tem passado nos locais com mais risco e recolhido lixos e entulhos. Passados dois meses, uma nova varredura será realizada.

As agentes de combate às endemias de Orleans, Luciana Antunes Tavares e Maíra Nunes Farias Bianco, destacaram o apoio dos profissionais da Fundação do Meio Ambiente de Orleans – Famor, das agentes de saúde, da equipe da Secretaria de Obras e da coleta de lixo. “O ciclo do mosquito é de oito dias. Por isso, não seria possível fazermos a varredura em tempo hábil. Se demorássemos mais, aumentaria a chance de proliferação. A ação conjunta foi fundamental”, ressaltou Luciana.

Foto: Ketully Beltrame / Sul in Foco

Este é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e eliminar os criadouros do mosquito é a melhor estratégia para evitar essas doenças. Por isso, a colaboração de toda a comunidade orleanense é importante.

>> Veja como evitar a proliferação do Aedes aegypti:

• evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;
• guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
• mantenha lixeiras tampadas;
• deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
• plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;
• trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
• mantenha ralos fechados e desentupidos;
• lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;
• retire a água acumulada em lajes;
• dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;
• mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;
• evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;
• denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;
• caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika vírus, procure uma unidade de saúde para o atendimento.

Denuncie

A população pode denunciar caso encontre alguma irregularidade. A denúncia deve ser formalizada junto à Vigilância Epidemiológica, na Rua Rui Barbosa, próximo à Prefeitura de Orleans. A identidade do denunciante será preservada. Ou, ainda, informar a agente de saúde, que também poderá realizar a denúncia. Para mais informações, o telefone é (48) 3466-1144.

Notícias Relacionadas

Morte de macaco reforça alerta para vacinação contra febre amarela em Siderópolis

Para fazer a vacina não é preciso agendar, basta levar o cartão de vacinação em qualquer sala de vacina.

Vacinação contra a febre amarela terá horário estendido de atendimento em Içara

Além de quatro dias de atendimento prolongado, as unidades também terão dia “D”

Treviso realiza ação de combate ao Aedes Aegypti

Agentes fizeram pente fino em locais estratégicos e informaram a população sobre maneiras de se evitar a proliferação do mosquito.

Dive-SC confirma quarta morte de macaco por febre amarela em SC em 2019

Bugio morreu em Jaraguá do Sul em junho. Macacos não transmitem a doença, mas indicam presença do vírus.