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Alunos da UFSC conhecem biodigestor do Frigorífico Santo Agostinho

Projeto que transforma os dejetos de suínos em energia é o único de Lauro Müller

Uma das alternativas disponíveis aos criadores de suínos e aves para diminuir os efeitos indesejados do uso de dejetos no meio ambiente é sua fermentação em um biodigestor.

Em Lauro Müller, Agostinho Crocetta é o responsável pela implantação em sua propriedade do primeiro biodigestor no município, que utiliza os dejetos suínos para gerar energia.

O jovem, de 26 anos, ao participar do Cedejor (Centro de Desenvolvimento do Jovem Rural), teve a ideia de aproveitar os dejetos, que, além de gerar renda, preserva a natureza.

A iniciativa deu tanto resultado que com freqüência sua propriedade recebe a visita de universitários de várias regiões de Santa Catarina interessados em saber como funciona o biodigestor.

Nesta terça-feira (3), um grupo de 27 alunos, acompanhados pelos professores Antonio Carlos Machado da Rosa e Renato Irgang, do curso de agronomia da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC esteve na propriedade para conhecer o projeto. “Essa é uma viagem de estudos. visitamos pela manhã uma produção de suínos em Grão Pará e agora estamos aqui em Lauro Müller conhecendo essa forma de gerar energia aproveitando os dejetos de suínos”, relatou o professor Renato Irgang.

“A partir do momento que passei a utilizar o biodigestor, eu deixei de lançar no solo os dejetos sem tratamento, que estariam poluindo o meio ambiente. Então, após passar sessenta dias retidos dentro do biodigestor, eu retiro o gás metano. Com isso, deixo de lançá-lo na atmosfera e favoreço a redução do efeito estufa”, destaca o suinocultor Agostinho Crocetta.

O equipamento possui dois compartimentos interligados. Um deles, é  coberto por uma lona plástica, que veda todas as saídas. Os dejetos dos suínos são misturados e colocados no compartimento fechado, onde ficam por um período para ocorrer a fermentação do material e a liberação do biogás. Este material passa para o segundo compartimento, conhecido como bioesterqueira.

O sol que incide sobre a lona acelera o processo de fermentação e libera o gás, que fica armazenado dentro da lona. A bioesterqueira serve de depósito para o biofertilizante, que é bombeado e distribuído nas pastagens e na agricultura.

“São bactérias anaeróbicas que se transformam quando não têm a presença do ar. Por isso, dentro do balão, que não tem oxigênio, essas bactérias começam a produção do gás metano”, explica Crocetta.

A energia gerada é utilizada para aquecer a caldeira, responsável por diversos serviços no frigorífico da família. Antes, a empresa usava 130 metros cúbicos de lenha por ano. Atualmente, faz uso dos 108 metros cúbicos de gás gerados por dia através do biodigestor.

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