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Construções irregulares com os dias contados em Jaguaruna

Trabalho de mapeamento das Áreas de Preservação Permanente de Jaguaruna começa a ser feito na próxima semana, por uma equipe da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Muitos moradores e veranistas dos balneários de Jaguaruna estão preocupados com a suspensão de compras, vendas, construções e reformas de casas. A expectativa é que as práticas sejam liberadas – ou proibidas definitivamente – até meados do próximo ano.

A medida, de autoria do Ministério Público Federal de Tubarão, foi motivada pela grande quantidade de loteamentos irregulares, construídos sem licenças ambientais nas Áreas de Preservação Permanente (APPs). Para regularizar a situação, uma equipe da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) desembarcará na cidade nesta sexta-feira.

Aproximadamente 50 profissionais com envolvimento em meio ambiente, como geólogos, engenheiros e biólogos, serão responsáveis por fazer o levantamento do gerenciamento costeiro de Jaguaruna. O trabalho de campo inicia já na próxima segunda-feira.

O objetivo é definir o que pode e o que não pode em matéria de construções. Os reflexos negativos sobre as dunas, lagoas e mata nativa serão levados em consideração.

Contratado pela Associação dos Balneários de jaguaruna, o trabalho de campo será feito nos 37 quilômetros de orla do município e tem previsão de ser concluído em até quatro meses. Depois disso, será elaborado o projeto ambiental a ser apresentado aos órgãos competentes.

Há pelo menos cinco anos, a prefeitura de Jaguaruna e órgãos ambientais tentam encontrar uma solução a respeito. Existem loteamentos em lagoas, dunas, sambaquis e até na beira do mar.

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