Segurança

Criciúma: operação apura falsificação de exames toxicológicos para renovação de CNH

A investigação apurou que o valor cobrado dos candidatos que buscavam o exame toxicológico falsificado era de aproximadamente R$ 1,2 mil.

Foto: Divulgação

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas – GAECO, em apoio à 10ª Promotoria de Justiça da Comarca de Criciúma, que atua na área criminal, deflagrou, nesta terça-feira (22), a Operação Falso Negativo.

O intuito é  o combate da falsificação de exames toxicológicos para renovação de carteiras nacionais de habilitação para motoristas profissionais. A força-tarefa está cumprindo três mandados de busca e apreensão – dois na casa dos investigados e em um laboratório de análises químicas – e dois de prisão temporária.

A apuração iniciou em janeiro de 2018 com a instauração de um Procedimento de Investigação Criminal – PIC pela 10ª Promotoria de Justiça de Criciúma, após informações de que uma auxiliar de laboratório estaria vendendo a motoristas profissionais exames toxicológicos com a garantia de resultado negativo.

A investigação do GAECO apurou que o valor cobrado dos candidatos que buscavam o exame toxicológico falsificado era de aproximadamente R$ 1,2 mil, quando a média praticada no mercado era de R$ 250 a R$ 300 por um exame realizado normalmente.

Segundo a apuração, o material enviado para o exame laboratorial, em São Paulo, era fornecido por outra pessoa que não havia feito uso de drogas nos meses anteriores. Assim, o resultado negativo para o uso de drogas apresentado no exame permitia ao candidato obter ou renovar a carteira nacional de habilitação na categoria pretendida.

A Lei Federal nº 13.103/15, conhecida como Lei do Caminhoneiro, estabeleceu que os condutores das categorias C, D e E são obrigados a fazer o exame toxicológico de larga janela de detecção tanto para obtenção, alteração de categoria, como para a renovação da CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

As substâncias pesquisadas nos exames são: maconha e derivados; cocaína e derivados (crack, merla e outros); anfetaminas (rebites); metanfetaminas (speed, ice e outros); ecstasy (MDMA e MDA); opiáceos (heroína, morfina, codeína e outros), codeína, femproporex, mazindol, oxicodona e anfepramona. O exame toxicológico não detecta consumo de energéticos, antidepressivos, álcool, anabolizantes, calmantes e similares.

As investigações terão sequências para descobrir o maior número de pessoas que compraram os falsos exames, bem como para apurar a participação de outras pessoas no esquema criminoso.

Colaboração: Comunicação MPSC

Notícias Relacionadas

Homem é preso por tráfico de drogas durante operação em Cocal do Sul

Investigação teve início após roubo ocorrido em Forquilhinha.

Câmara aprova suspensão da CNH para quem abandonar animais na rua

Proposta prevê suspensão da CNH por até 18 meses, multa e possibilidade de cassação do documento em caso de reincidência.

Operação cumpre 18 ordens judiciais contra grupo suspeito de comércio ilegal de peças em Tubarão

Ação da Polícia Civil investiga esquema que utilizava um galpão em Gravatal para esconder componentes de veículos de origem ilícita.

Pedras Grandes: casal é preso em operação contra o tráfico de drogas

Polícias Militar e Civil cumpriram mandado de busca e apreensão em uma residência às margens da SC-390, no bairro Pedrinhas.