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Dive vai distribuir 3 milhões de camisinhas durante carnaval em SC

Preservativo previne HIV, sífilis e hepatites virais, por exemplo

Foto: Paola Fajonni/G1)

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) vai distribuir 3 milhões de camisinhas em Santa Catarina durante o carnaval. O uso do preservativo previne HIV, sífilis e hepatites virais, por exemplo. O objetivo é conscientizar os foliões sobre a importância da prevenção nas relações sexuais.

Há um aumento do número de novos casos de Aids em Santa Catarina, principalmente na faixa entre 15 a 29 anos. Segundo a Dive, a taxa de detecção de novos casos da doença entre jovens de 15 a 19 anos saltou de 2,34 casos por 100 mil habitantes em 2007 para 20,4 em 2015. Na população de 20 a 24 anos, passou de 4,7 em 2007 para 17,5 casos por 100 mil habitantes em 2015.

Uma pesquisa do Ministério da Saúde revelou que o uso da camisinha entre jovens de 15 a 24 anos caiu de 58,4% em 2004 para 56,6% em 2013 em parceiros eventuais. Entre parceiros fixos, o número é menor: 38,8% em 2004 e 34,2% em 2013.

Para quem teve contato com o HIV recentemente por meio de relação sexual desprotegida, existe a Profilaxia Pós-Exposição (PEP). “Trata-se de um tratamento com medicação antirretroviral que deve ser iniciado em até 72 horas após a provável exposição ao vírus e ser continuado por 28 dias, sempre com orientação médica”, explicou o médico infectologista e diretor do Hospital Nereu Ramos, Antônio Miranda.

Ações pelo estado

Nos dias de carnaval, a Dive fará ações de prevenção e realização de testes em cidades de todas as regiões de Santa Catarina. Confira no site da Dive quais municípios fazem parte dessa operação.

Preocupação

“Temos trabalhado em conjunto com os municípios de forma a garantir um maior número de pessoas em tratamento para, com isso, diminuir a taxa de mortalidade que ainda é grande. No entanto, para evitar novos casos é fundamental não descuidar da prevenção. Para isto, o uso da camisinha é a forma mais simples e efetiva de garantir proteção contra o HIV”, reforçou o secretário de Estado da Saúde, Vicente Caropreso.

“A nossa maior preocupação refere-se ao consumo de álcool que, ao produzir um efeito euforizante, pode induzir a práticas sexuais menos seguras, sem o uso do preservativo”, explicou o médico infectologista Fábio Gaudenzi, superintendente de Vigilância em Saúde.

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