Segurança Pública

Governança, tecnologia, valorização do servidor e a missão da PCSC

Como presidente da Associação dos Delegados de Santa Catarina (ADEPOL/SC), em muitos momentos, deparo-me com a seguinte indagação, feita por membros da sociedade e em palestras: Qual é a missão da Polícia Civil? Sempre digo que a missão da PCSC é contribuir para a harmonia das relações sociais e o exercício pleno da cidadania, promovendo e desenvolvendo a investigação criminal, sempre com qualidade no atendimento e eficiência. Mas para a missão ser concretizada, sabemos que alguns aspectos devem ser considerados, dentre os quais a tecnologia, a valorização do servidor, o marketing, o endomarketing e a governança corporativa.

Sabemos que a governança é a arte de organizar, planejar, executar e controlar com eficiência, é de suma importância. No livro Sustentabilidade, governança e reforma do Estado, Dr. Antônio Marcos Gavazzoni assevera que a governança, vinculada diretamente à eficiência, tem por objetivo o “combate à corrupção, à violência, a miséria e as demais mazelas sociais […] além de privilegiar a transparência, a segurança e as liberdades individuais”, asseverando ainda que o Estado, “além de ser o responsável pela prestação de serviços públicos, também acumula funções gestoras, normativas e fiscalizatórias.”

Nessa linha de raciocínio, além de governança, precisamos de constantes investimentos tecnológicos e, em especial, necessitamos da valorização do colaborador que atua na Polícia Civil, não só através do chamado endomarketing (marketing interno e motivação), do marketing institucional e da constante qualificação, mas também através do fornecimento de mecanismos tecnológicos, estrutura e, principalmente, do reconhecimento financeiro, pois o policial é um indivíduo determinado, que com coragem e ousadia, vai ao encontro do perigo, enfrentando a criminalidade que bate a porta do cidadão catarinense.

Sabendo da missão que os Policiais Civis tentam concretizar em prol da PCSC, lutando bravamente tal como na mitologia do Trabalho de Sísifo, devemos reconhecê-los pelo trabalho difícil, que enseja muitas vezes várias noites em claro em prol do cidadão. Como dizia John Kennedy: “nós decidimos ir a Lua. Nós decidimos ir a Lua nesta década e fazer as outras coisas, não porque elas são fáceis, mas porque elas são difíceis”.

E é isso que vejo no rosto dos servidores mais antigos e na face jovial os cerca de 757 novos policiais civis que foram nomeados em 2016 e 2017 em SC, um marco histórico da gestão Raimundo Colombo, o que, nos primeiros meses de 2018, colaborou na diminuição da criminalidade, pois na segurança não há fórmula mágica; há, sim, investimentos em efetivo, na valorização dos policiais, na melhoria das estruturas, na gestão administração eficiente, que, por exemplo, não deixe faltar combustível. e investimentos em tecnologias.

E aí fecho com outra frase do Secretário de Estado da Fazenda, Antônio Marcos Gavazzoni: “Se o exército do crime tem as vantagens de crescer sem as amarras burocráticas que cerceiam a área pública, o nosso exército tem a dedicação dos milhares de homens e mulheres que compõem as áreas da segurança”.

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