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Jaguaruna: lixos são descartados em praias e lagoas

Fraldas e absorventes são lixos frequentes deixados no chão no caminho das trilhas e também das dunas.

Divulgação

A quantidade de lixos espalhados pela Lagoa do Arroio Corrente e praias de Jaguaruna tem causado incômodo em parte dos moradores. Uma realidade infeliz tem demonstrado a fata de cuidado e descaso das pessoas com a natureza.

Conforme o morador, fotógrafo e frequentador da Lagoa do Arroio Corrente, Jean Habkost, ele e um grupo de amigos geralmente recolhem cerca de 150 litros de lixos em uma segunda-feira, após um fim de semana ensolarado. “Quase não temos lixeira e por isso muitas coisas ficam nas trilhas ou dunas. Há uma série de fatores. Não há placas para coibir algumas atitudes de desrespeito. O local é livre, mas as pessoas precisam ter uma consciência ecológica”, enfatiza.

Fraldas e absorventes são lixos frequentes deixados no chão no caminho das trilhas e também das dunas. “Coisas absurdas. Fraldas e absorvente não podem ser descartados desta forma e infelizmente são. É algo absurdo. Além das bitucas de cigarro, copos plásticos e latas de cerveja e refrigerante também estamos recolhendo fezes de animais que ficam dentro de sacolas”, lamenta.

Conforme o diretor Geral do Instituto do Meio Ambiente de Jaguaruna (Imaj), Dhiego Corrêa, ações de limpeza e roçada entre Lagoa e Arroio serão promovidas. “Já fizemos na faixa de areia da praia. Nos deparamos com uma deficiência muito grande de pessoas, máquinas e um sistema de trabalho sistematizado, com cronograma. Precisamos de um tempo hábil para organizar, priorizar e agir. Estamos também buscando recursos para instalação de lixeiras-padrão aos arredores da lagoa. Além disso, está em processo de produção placas de regulamentação do uso das áreas de preservação permanente e conscientização contra o descarte de lixo ”, pontua

O lixo deixou de ser apenas um problema sanitário em zonas urbanas e tornou-se um dos principais grupos de poluentes em ecossistemas marinhos, inclusive em áreas não urbanizadas. Juntamente com outros grupos de poluentes, como petróleo, metais pesados e nutrientes, o lixo tem ameaçado a saúde do ambiente marinho de diversas maneiras.

Com informações do site Notisul

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