Segurança

Marido de enfermeira morta em Florianópolis levou crianças à escola com corpo no porta-malas

Homem matou a esposa por asfixia após uma briga e depois queimou o corpo da vítima

Divulgação

O companheiro da técnica de enfermagem Yara Filomena Werner da Silva, de 46 anos, que confessou à Polícia Civil ser o responsável pela morte dela, carregou o corpo da mulher no porta-malas do carro quando levava as crianças para a escola. A informação foi revelada ao G1 em contato com o delegado à frente do caso, Ênio Mattos.

O homem escondeu o corpo de Yara no veículo em 29 de março, dia do assassinato, e o descartou em uma área de matagal de um condomínio ainda inabitado no bairro Itacorubi, em Florianópolis, na manhã do dia seguinte. No local, o companheiro ainda ateou fogo ao corpo da técnica de enfermagem, que só foi encontrado em 4 de abril.

O marido de Yara matou a esposa por asfixia após uma briga, enciumado por ela ter marcado um encontro com um ex-namorado, segundo afirmou à Polícia Civil. A confissão foi feita por ele após ter sido preso, de acordo com Mattos.

O casal estava junto há cerca de 10 anos. Eles tinham juntos uma filha de sete anos. Yara também era mãe de dois meninos, um de 13 e outro de 15 anos, este último portador de paralisia cerebral. Todos eles viviam juntos no bairro Trindade. Os garotos estão agora com o pai biológico, e a menina está aos cuidados da família paterna.

O suposto desaparecimento de Yara só foi comunicado à polícia dois dias após ela ter sido vista pela última vez. Até o corpo ser encontrado, o marido da técnida de enfermagem mostrou pouca disposição em trocar informações com outras pessoas próximas a ela que tentavam encontrá-la, segundo apurou o Hora de Santa Catarina. Ele também pareceu pouco emotivo na ocasião do sepultamento. Não houve velório.

No início do ano, Yara havia relatado, nas redes sociais, já ter sido hospitalizada devido à violência doméstica. O caso teria ocorrido em 2013, conforme mostrou o Hora. Na ocasião ela já se relacionava com o atual companheiro e autor do crime.

A Polícia Civil recebeu a informação sobre a agressão somente quando investigava a morte de Yara, mas não identificou boletim de ocorrência do caso relatado. A vítima mencionou o caso em resposta a uma publicação de uma amiga, que cuidou de dois dos três filhos da técnica em enfermagem enquanto ela estava no hospital. A filha mais nova ainda não era nascida.

Na altura em que descobriu essa agressão, a Delegacia de Homícidios da Capital já havia ouvido o marido de Yara na investigação sobre o homicídio. Ele negava participação até então. O delegado do caso dizia na ocasião que pessoas próximas a ela eram suspeitas, sem nomear quem seria o principal.

Yara havia sido vítima de violência pelo atual companheiro também em 2018, o que foi registrado em boletim de ocorrência. Na ocasião, ela recebeu orientação policial para pedir medida protetiva contra ele. No entanto, Yara não levou a recomendação à frente, segundo a Polícia Civil.

Esse registro é parte de quase 30 ocorrências envolvendo a vítima, que foram identificadas quando o sumiço da técnica de enfermagem ainda era investigado pela Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas (DPPD). Os documentos tratavam de situações como ameaças, crises familiares e domésticas, com o atual e ex-companheiros.

Yara foi identificada através de exame da arcada dentária. E seu perfil não indicava um desaparecimento por conta própria. A vítima era uma profissional ativa no Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (HU-UFSC), onde trabalhava desde 2006, e uma mãe muito apegada aos filhos.

Com informações do NSCTotal

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