Na carta em que pede desculpas, suspeito ainda tentou justificar a ação; porém, a diretora da escola rebateu alguns dos motivos
Fotos: Angela Weiss/Arquivo Pessoal
A notícia de um furto em uma escola de Brusque, no Vale do Itajaí, chamou a atenção dos moradores do bairro Volta Grande. Porém, o caso ganhou uma reviravolta horas mais tarde, revelando uma carta com um curioso pedido de desculpas.
O fato aconteceu na Escola de Ensino Fundamental Ayres Gevaerd e a diretora da escola, Angela Weiss, conversou com a reportagem sobre o assunto. Moradora do bairro Volta Grande e profissional da unidade há 14 anos, ela disse que conseguiu identificar o suspeito com a ajuda de câmeras de segurança.
“Foi descoberto que o horário da entrada dele foi às 20h de terça-feira (22) e que ele havia entrado pelos fundos da escola. Na verdade, é uma lateral, que tem um terreno baldio. (…) Ele foi até um lugar, comprou cigarro, voltou, a câmera (de segurança) do outro lado pegou, a nossa câmera pegou, então foi fechando todo um ciclo. (…) Aí ele saiu pelo parquinho, pulou a cerca e foi embora”, conta.
Pedido de desculpas estava em bilhete deixado na porta de uma sala
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Mesmo com o pedido de desculpas curioso na carta, as imagens da ação foram entregues à Polícia Civil de Brusque, que abriu inquérito sobre o caso. A diretora ainda revelou com exclusividade ao ND+ que o suspeito fez uma pichação em um armário da sala de aula que invadiu.
A diretora nega que a janela por onde o suspeito entrou estaria com a fechadura danificada. Ela disse que, na verdade, o envolvido teria arrombado a janela para conseguir entrar e fez isso em mais de uma janela.
Logo, o argumento escrito na carta do suspeito, que estaria protestando por melhorias na escola, não procede, segundo o relato da diretora. Outro ponto rebatido é o fato que ele cita na carta, se identificando como aluno. O suspeito, porém, não estuda mais na unidade.
“Na sala que havia sido o furto, eu tinha feito uma conversa na turma da manhã e na turma da tarde. No caso da turma da tarde, inclusive falei que a gente tinha visto nas câmeras e que sabíamos quem era, porque tinha a imagem da pessoa. E provavelmente isso chegou aos ouvidos dela”, opina Angela Weiss.
‘Não tem devolução que pague’
Suspeito deixou carta com pedido de desculpas na fechadura da porta de uma sala, após ação descoberta na quarta-feira (23) – Foto: Angela Weiss/Arquivo Pessoal
Segundo a diretora, mesmo com a carta e a devolução dos produtos, a escola irá buscar reparar os danos relacionados ao suporte do projetor. O equipamento eletrônico sofreu avarias e até pegou água, mas continua funcionando.
“Não é porque ele devolveu que vai apagar o crime que ele cometeu. (…) A polícia vai continuar o inquérito, a investigação, tudo certinho. (…) O estresse que a gente passou não tem devolução que pague, só que, graças a Deus, a gente conseguiu recuperar, porque esse data-show tem um valor de R$ 3 a 4 mil reais”, finaliza.
Com informações ND+