Trânsito

Momento preocupante nas regiões da Amrec e da Amurel por causa da forte chuva

Defesa Civil, Bombeiros e Polícia Militar atuam no socorro em várias cidades da região

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Com as fortes chuvas, muitas cidades da Região Sul estão sendo afetadas por desabamentos e alagamentos. Na Amrec algumas pessoas já estão desabrigadas. A orientação da Defesa Civil é que as pessoas tenham a percepção de risco das áreas alagadas e fiquem em um local seguro, sem trafegar nas vias cheias de água.

O coordenador da Defesa Civil da região da Amrec, Rosinei da Silveira, destaca que “temos muitos problemas e o momento é preocupante neste instante. Preocupa a situação de socorro devido aos alagamentos e deslizamentos que estão acontecendo. Está todo mundo mobilizado para dar a atenção e atendimento”.

Sobre os alagamentos, Rosinei conta que há “registros de ocorrências em Urussanga, Siderópolis, Nova Veneza, Morro da Fumaça, Criciúma, Cocal de Sul, Forquilhinha e Içara. São vários pontos com vários problemas”. Além dos alagamentos, também houve registro de pequenos deslizamentos em alguns locais da região.

O coordenador ainda diz que em Cocal do Sul já tem seis famílias desalojadas. Em Criciúma e Morro da Fumaça as famílias também estão sendo levadas para abrigos.

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Alagamentos em Criciúma

O coordenador da Defesa Civil de Criciúma, Dioni Borba, destaca que na cidade os pontos de alagamentos foram identificados na Via Francesa, Progresso e Boa vista. O ponto mais prejudicado foi a Quarta Linha. “As equipes do Corpo de Bombeiros estão fazendo atendimento e isolamento. Algumas vias estão obstruídas por alagamentos e foram identificas e colocados cones para impedir o tráfego de pedestres. A situação mais crítica é a Quarta Linha. Várias famílias estão desalojadas, fazendo mutirão entre as pessoas”.

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Na ajuda às pessoas afetadas estão mobilizados os Grupo de Apoio Comunitário (GRAC), o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e o Exército. Já está sendo feita a retirada de pessoas em locais de risco. “O abrigo provisório foi aberto no Salão da Quarta Linha e já temos voluntários cuidando da parte da organização e recebendo o pessoal. Estamos fazendo agora o levantamento de outros espaços”, informa Dioni.

Situação na Amrec

O coordenador da Defesa Civil da região da Amurel, Anderson Martins Cardoso, conta que há vários pontos críticos em virtude da insuficiência da drenagem, entupimento de bocas de lobo e quantidade de chuva. “Em Tubarão quase todas as ruas foram comprometidas pela quantidade de chuva. Imaruí, Imbituba, Sangão, Jaguaruna, Laguna, vários municípios foram afetados”.

Os coordenadores municipais estão em cada cidade verificando e orientando no que for possível. Além deles, os Bombeiros e Polícia Militar também ajudam. Anderson orienta a população a ter “a percepção de risco. Se o cidadão verificou que naquela área está alagada, então não trafegue com o seu veículo, espere as águas baixarem. Se ele for buscar o filho na escola ou na creche, liga para a escola e pergunte se está tudo certo ou peça para que a professora fique um pouco mais com a criança até que a água abaixe”.

O coordenador ainda conta que vários veículos foram perdidos por causa de imprudência em que o motorista entrou em áreas alagadas e que não devia. “A pessoa tem que ter uma percepção de risco, que comece a mudar, se preparar, se preservar e se prevenir dessas situações. Ela mesmo pode se dar a primeira resposta, que é: não trafegar nessas áreas alagadas”.

Anderson ainda alerta a população que em áreas alagadas há vários riscos, como boeiros abertos, buracos formados pela erosão da chuva e a contaminação gerando doenças.

Sobre desalojados o coordenador informa que houve o registro de apenas uma família que foi retirada de sua casa após um desmoronamento ameaçar a estrutura da residência. O caso foi registrado em Pescaria Brava.

Alagamentos em Tubarão

Coordenador da Defesa Civil de Tubarão, Djalma Alves, falou da situação na cidade e da previsão de precipitação. “Um alerta foi emitido com um risco alto de deslizamento em virtude da quantidade de chuva que caiu e ainda segue caindo. Segundo as últimas medições já temos mais de 120mm confirmados no dia de hoje. Existe uma previsão de mais três fortes janelas de pancadas de chuva, que juntas podem alcançar mais 50mm a 60mm. Por volta das 18hrs seria a primeira, a outra possibilidade seria às 22h e a última por volta das 2h da madruga deste sábado. Esse somatório de 50mm, somando-se com esses índices já confirmados, daria por volta de 170mm em pouco mais de um dia que é bastante considerável”.

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Djalma ainda falou que o Rio Tubarão não preocupa e que a população deve evitar a divulgação de informações falsas. “Até o momento, o Rio Tubarão não causa preocupação, pelo menos até o momento, já que o seu nível está normal. Até as 18h21m, segundo dados da Plantar Agronomia, o Rio está em 1m e 27cm, então não tem maiores problemas. É importante que a população evite o compartilhamento de notícias que podem não ser de fontes confiáveis, como grupos de WhatsApp e Facebook. Peço que a população fique de olho em canais de comunicação oficiais da Prefeitura e também da Defesa Civil, tanto do município, quanto do estado”.

O coordenador ainda pede para os moradores evitarem as ruas, fiquem tranquilos em suas casas e, principalmente, que fiquem ligados aos meios de comunicação oficiais.

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Orientações da Defesa Civil

Alagamentos/inundações: evitar o contato com as águas e não dirigir em lugares alagados. Evitar transitar em pontilhões e pontes submersas e cuidado com crianças próximas de rios e ribeirões.

Deslizamentos de terra: deve ser observada qualquer movimento de terra ou rochas próximas a suas residências, inclinação de postes e árvores e rachaduras em muros ou paredes. Neste caso, é recomendável que a família saia de casa e acione a Defesa Civil Municipal 199 ou Corpo de Bombeiros 193.

Enxurradas: Não fique próximo às margens de rios e ribeirões, principalmente em regiões de relevo acentuado, montanhoso e pequenos vales, pois muitas vezes há temporais intensos sobre os topos e cabeceiras, gerando repentinamente grande quantidade de água num curto espaço de tempo. Este tipo de evento adverso apresenta grande poder destrutivo, podendo arrastar veículos, pessoas, animais e mobílias por vários quilômetros. A força das águas pode ainda provocar o rolamento de blocos de pedras, arrancar árvores, destruir edificações e causar deslizamentos de terra nas margens.

Números de Emergência

Defesa Civil: 199

Polícia Militar: 190

Bombeiros Militares: 193

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