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Operação do Gaeco faz buscas na casa do ex-presidente da Chapecoense

Por volta das 8h50, Maninho deixou a casa em uma viatura do Gaeco

Foto: Willian Ricardo

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) realiza buscas na casa do ex-presidente da Chapecoense, Plínio David De Nes Filho, o Maninho, nesta manhã de quinta-feira (19), em Chapecó, no Oeste Catarinense. Por volta das 8h50, Maninho deixou a casa em uma viatura do Gaeco.

Informações indicam que a ação busca coletar documentos envolvendo as contas do clube entre 2016 e 2019, período em que Maninho presidiu o clube. Na casa do ex-presidente, que fica no bairro Maria Goretti, perto da Arena Condá, a movimentação de agentes do Gaeco foi intensa desde o início da manhã. Ao menos três viaturas descaracterizadas estão na frente da residência de muros altos.

Nove mandados de Busca e Apreensão estão sendo cumpridos nas cidades de Chapecó, São Miguel do Oeste, Balneário Camboriú, em Santa Catarina, e também em Campinas e Valinhos, em São Paulo.

Os fatos são apurados em PIC (Procedimento Investigatório Criminal instaurado na 11ª Promotoria de Justiça da Comarca de Chapecó, que visa apurar a ocorrência de possíveis crimes de furto qualificado, apropriação indébita, falsidade ideológica e organização criminosa praticados, em tese, entre janeiro de 2017 e dezembro de 2019. A investigação tramita em sigilo.

Entenda o caso

Plinio David De Nes Filho, era presidente do Conselho Deliberativo, assumiu a cadeira presidencial pela primeira vez em dezembro de 2016, duas semanas depois do acidente aéreo que vitimou o mandatário Sandro Pallaoro e dezenas de funcionários e atletas do clube. Em 2018, Maninho foi reeleito com a chapa “Juntos Pela Chape”.

O empresário permaneceu no cargo de 16 de dezembro de 2016, quando foi eleito pela primeira vez, a 1º de novembro de 2019, quando renunciou à presidência.

Maninho pediu afastamento alegando problemas de saúde. Ele deveria ter retornado ao posto dias depois, mas, contestado pela torcida e membros da diretoria pelos maus resultados e pelos problemas financeiros que o clube atravessa, optou por deixar o cargo.

Em fevereiro deste ano, a diretoria da Chapecoense informou que o clube acumula dívidas de mais de R$ 100 milhões e vê sua existência em risco. Não à toa, os cartolas do clube foram à Justiça e entraram com um pedido de recuperação judicial para a instituição.

Com informações do ND+

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