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Saiba a importância da 2ª dose da vacina e o risco de contrair Covid após 1ª dose

Mesmo quem for infectado com o vírus após a 1ª dose da vacina contra Covid-19 deve tomar a segunda dose depois de 30 dias dos primeiros sintomas.

Divulgação

Apesar de aumentar o nível de proteção, apenas uma dose da vacina contra a Covid-19 não imuniza completamente. A segunda dose é crucial para evitar a possibilidade de se infectar com o coronavírus.

O cenário é ainda mais preocupante ao observar os dados do Ministério da Saúde que mostram que 4,4 milhões de brasileiros não tomaram a segunda dose dos imunizantes contra a doença dentro do prazo recomendado pelo PNI (Plano Nacional de Imunizações).

Mas o que fazer se você for infectado pelo SARS-CoV-2 entre as duas doses? A pediatra e diretora da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) Mônica Levi explica que a imunização deve ser completada.

“Quem ficou infectado no intervalo da primeira para segunda dose deve completar o esquema de imunização, considerando as mesmas orientações de quem foi infectado independentemente da vacina. A recomendação é receber a segunda dose 30 dias após o início dos sintomas”, alerta Levi.

A infectologista Keila Freitas, do Hospital Sírio-Libanês e diretora da clínica Regeneratti, acrescenta: “Mesmo quem já teve a covid precisa da segunda doses. Não está provado que quem ficou doente e recebe a primeira dose está imunizado. Até porque a transmissão do vírus está se mostrando muito mais rápida que os próprios estudos da eficácia das vacinas. E temos as cepas diferentes também”, diz a médica.

O maior distanciamento entre as duas aplicações não muda a eficácia da proteção, uma vez que o organismo não perde a resposta imunológica obtida após primeira vacina.

“Ao longo do tempo, aumentaremos nossa experiência especifica com as vacinas covid. Mas temos imunizações na história da humanidade há décadas e sabemos que o sistema imunológico registra a dose e não devemos recomeçar o esquema vacinal. Essa é uma das premissas das vacinas: o sistema imunológico sempre lê e computa os imunizantes”, afirma Mônica Levi.

Porém, vale destacar que o fato de não perder a eficácia não significa que o indivíduo não deve respeitar o distanciamento preconizado pelas farmacêuticas. A infectologista lembra que nos estudos clínicos as empresas testam como o fármaco funciona melhor.

“Quando a vacina é produzida e testada, não estudamos somente a quantidade de medicação que é necessária por dose. Vemos o número de doses e o tempo máximo de intervalo entre elas para termos a melhor resposta imune possível”, conta Keila.

Na última semana, um estudo realizado em Israel mostrou que a vacina da Pfizer chega a uma resposta imune superior a 50% após 13 dias da primeira dose.

No caso da AstraZeneca a eficácia chega a ser superior a 70%. Já a CoronaVac não apresentou esses dados, já que o período entre as aplicações é curto, 21 dias.

Mônica ressalta: “Nada é tão matemático e com tanta exatidão. Mesmo que haja evidências de um benefício parcial após a primeira dose, a proteção máxima e desejável é só após a segunda dose. Ninguém pode se sentir vacinado, tranquilo e protegido com uma dose só.”

Quanto mais gente estiver vacinada numa população, menor é a taxa de transmissão e a imunidade coletiva tem mais chances de ser atingida.

Então, tendo sido infectado ou não, é só com duas doses, no caso das vacinas aplicadas no Brasil, que a pessoa está protegida e protege os outros.

Com informações do site ND Mais

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