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Tradicional pesca artesanal da tainha começa em SC com regras sanitárias contra a Covid-19

Temporada inicia no sábado. Com a pandemia, dentro dos barracões é necessário que todos pescadores usem máscara e devem respeitar a distância de 1,5 metro.

Divulgação

A temporada 2021 da safra artesanal da tainha começa no próximo sábado (1º). Assim como em 2020, a pesca centenária e tradicional no litoral de Santa Catarina precisa respeitar os protocolos sanitários contra a Covid-19. Dentro dos barracões todos pescadores precisam usar máscara e devem respeitar a distância de 1,5 metro.

Com os ventos gelados vindos do Sul, a expectativa de muitos peixes anima os pescadores que desde o fim do ano passado se preparam para a temporada. Segundo Claudinei José Lopes, na praia do Campeche, em Florianópolis, enquanto a pesca é não é permitida os pescadores remendam as redes e consertam os barcos.

“A expectativa é a melhor possível. A gente vem trabalhando desde outubro do ano passado, remendando rede, melhorando as redes, fazendo reboque para transportar as canoas. A pesca da tainha não começa na pesca, na véspera. Para a gente ela começa quatro, cinco, seis meses antes para poder tudo sair perfeito” , disse o pescador.

No sábado, o arrasto de praia começa a ser permitido. A modalidade de pesca é realizada apenas por comunidades tradicionais no litoral, que utilizam embarcações motorizadas ou a remo para levar ao mar uma rede.

Depois de jogada no mar e cercar os peixes, a rede é puxada na praia por pescadores e auxiliares de pesca (veja a foto abaixo).

Veja as regras

  • Utilização de embarcações e redes de pesca de acordo com as legislações de pesca e de navegação vigentes;
  • O patrão de pesca irá designar duas pessoas para coordenar o cumprimento das normas de prevenção, inclusive na orientação das pessoas não envolvidas na pesca para se retirarem do local;
  • Somente poderão permanecer na praia pessoas envolvidas diretamente na operação de pesca e somente durante o período de realização da atividade, mantendo um distanciamento mínimo de 1,5 metro e usando máscaras;
  • O número máximo de pessoas permitidas na operação de pesca por canoa não poderá exceder 50 para o arrasto com canoa a remo (região de Jaguaruna a Itapoá) e 25 para arrasto com canoa motorizada (região de Jaguaruna a Passo de Torres);
  • Na operação de retirada da rede deverá ser respeitada a distância mínima de 1,5 metro entre as pessoas que puxam a rede;
  • Somente será permitida a permanência no rancho de pesca da equipe mínima envolvida no lançamento da rede (patrão, remeiros, chumbereiro e a pessoa que fica na praia com a ponta do cabo). O restante do grupo deverá aguardar o chamado em abrigos temporários, ao longo da praia ou nas suas casas, com uso de avisos sonoros, chamadas através de WhatsApp ou rádio.

Com informações do site G1/SC

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