Saúde

Dia Mundial da Saúde: desafios valorizam a eficiência da área

Lembrada nesta quarta-feira, data reforça a importância da discussão a respeito dos impactos que envolvem o atendimento oferecido à população.

Divulgação

O cenário escancarado pela pandemia só serviu para acentuar alguns obstáculos que ainda permeiam a sociedade. Um deles é a atenção à área da saúde e todas as adversidades que resultam dos impactos socioeconômicos atrelados a ela. E é com base na importância em discutir-se a eficiência e valorização do setor, que se comemora nesta quarta-feira, 7, o Dia Mundial da Saúde. Neste ano, a campanha de conscientização pauta-se na construção de um mundo mais justo e saudável.

Para a coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSCol), Cristiane Tomasi, a data é indispensável para discutir a importância da área à população. “Estamos há mais de um ano em pandemia e a gente tem visto algumas diferenças que já tínhamos e vínhamos conversando, então os desafios ficaram mais evidentes, entre eles, o acesso a serviços de saúde, mas também à educação de qualidade e à oferta de trabalho, que vai dar um salário ao indivíduo e consequentemente permitir uma alimentação saudável. Então nós podemos chamar esses pontos de determinantes sociais, porque a saúde não é algo isolado”, explica.

Os impactos que a saúde enfrentou ao longo dos últimos meses são incalculáveis, tanto na esfera social, como econômica. “A pandemia nos mostrou que os efeitos de uma doença são multifacetados, porque nós temos dificuldades econômicas e, obviamente, na saúde. Desde o acesso à atenção primária até a ocupação hospitalar, passando pela saúde mental. Para além da Covid-19, a gente tem outra parcela enorme da população que também continua tendo as suas condições crônicas e que precisam de tratamento, então ela fica um pouco silenciada, porque se evidencia o problema mais gritante e urgente, mas, em paralelo a isso, nós temos que dar conta de todas as outras doenças que continuam acontecendo”, acrescenta a professora.

O Dia Mundial da Saúde foi criado pela Organização Mundial da Saúde em 7 de abril de 1950. O objetivo da data é desenvolver ao máximo o nível de acesso dos serviços do setor à população. Desta forma, a saúde é vista pela OMS como um “estado de completo bem-estar físico, mental e social” e não somente a ausência de uma doença.

Não há como falar em saúde, principalmente no último ano, sem citar a importância dos profissionais que se dedicam à área. “Eles têm tido uma capacidade de resiliência enorme, porque há uma sobrecarga, apesar de termos registrados períodos mais tranquilos, agora estamos em um cenário muito crítico, e os trabalhadores estão há bastante tempo recebendo uma pressão muito grande, sendo cobrados de forma muito forte e, nessa situação, a gente precisa de criatividade para tentar resolver os problemas. São habilidades que necessitamos hoje, que estavam atreladas a características do profissional do futuro, mas que nós já adiantamos”, explica a professora.

Principais dificuldades na região

Assim como em qualquer outro setor, a área da saúde, em Santa Catarina, também passa por obstáculos para manter a excelência do atendimento. “A gente tem vários desafios, olhando para a temática do Dia Mundial da Saúde, que é a construção de um mundo mais justo e saudável, no Sul, comparado ao restante do Brasil, podemos nos colocar em uma situação mais confortável do que nas outras regiões, mas precisamos considerar que vivemos em um país que tem dimensão continental, que apresenta muitas diferenças entre as localidades”, explica a Cristiane.

Para a professora, as dificuldades na área da saúde são mais evidentes no Norte e Nordeste do país. “Já aqui, apesar de termos vários serviços, ainda temos dificuldades, por exemplo, temos sobreposição de consultas marcadas ou pessoas que tem consulta com um especialista, mas para consultar precisa de um exame e quando chegar o momento, o exame não tem mais validade, então isso faz com que a gente não consiga utilizar de forma tão eficiente os recursos que temos”, completa a professora.

Por outro lado, Cristiane também avalia que há outros fatores preponderantes que afetam a saúde. “Temos que olhar o acesso à educação e ao mercado de trabalho, porque são pontos importantes para construção das condições de vida e de saúde de uma população. A gente não consegue isolar fatores biológicos para dizer se uma população é ou não saudável. Todos os estilos de vida fazem parte do processo, então por isso que não conseguimos retirar as questões sociais, elas são fortemente pontuadas nesse ano na campanha da OMS”, finaliza.

Com informações do site TNSul

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