Saúde

Justiça determina que pacientes do único hospital psiquiátrico do Sul de SC sejam transferidos

Servidores da Casa de Saúde Rio Maina estão em greve por atraso de salário.

Hospital Psiquiátrico Instituto de Saúde e Educação Vida - ISEV, no distrito de Rio Maina, Criciúma

Foto: Divulgação

Os pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde – SUS na Casa de Saúde Rio Maina, em Criciúma, no Sul catarinense, devem ser transferidos nos próximos dias. A instituição é o único hospital psiquiátrico em funcionamento na região. No sábado (10) os funcionários entraram em greve novamente por atraso de salários.

Uma audiência na sexta (9), na 2ª Vara da Fazenda da Comarca de Criciúma, determinou que o município realoque os 62 pacientes do SUS para outros locais em 10 dias. Pela sentença do juiz Pedro Aujor Furtado Júnior, novos pacientes do SUS não devem ser internados no local.

Segundo a secretária de Saúde de Criciúma, Francielle Gava, em reunião na segunda-feira (12) entre secretários de Saúde de municípios que têm pacientes na casa de saúde foi definido que o psiquiatra de cada cidade vai fazer uma avaliação para transferência.

“[Avaliaremos] se vamos colocar na central de regulação de leito para internar, se esse paciente tem condições de ir pro Capes, se o serviço do município vai absorver ou se é internação de um morador, aonde cada município vai estar alocando”, diz Francielle.

Pacientes mais longe da família

A unidade de atendimento especializado psiquiátrico mais próxima fica em Florianópolis. Segundo Zenair Cauduro, diretora de patrimônio do SindiSaúde de Criciúma e Região, nesta terça-feira (13) alguns pacientes estavam sendo transferidos para a capital.

“Infelizmente, recebemos essa notícia nesta manhã. Tem pacientes indo para Florianópolis, que vão ficar mais longe das famílias”, disse Cauduro. Ela não soube especificar quantos iriam para a capital. “Onde tiver vagas, eles vão colocar”, afirmou.

A reportagem não conseguiu novo contato com a secretária de Saúde de Criciúma para detalhar o que será feito caso não consiga transferir todos os pacientes do SUS.

Segundo o diretor da Casa de Saúde, Marcelo Sottana, com a transferência de pacientes, o hospital deve continuar funcionando com atendimento particular. No entanto, atualmente há só três pacientes particulares na instituição. O diretor não detalhou se o hospital ficará aberto com um número mínimo de pacientes.

Com informações do site G1 SC

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