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Museu de Zoologia da Unesc celebra 20 anos com programação especial

Data será comemorada em evento a ser realizado nesta quarta-feira (28/09), na Universidade com a presença da comunidade acadêmica, convidados e parceiros

Fotos: Daniela Savi/Agecom/Unesc

O Museu de Zoologia Professora Morgana Cirimbelli Gaidzinski da Unesc vai completar 20 anos nesta segunda-feira (26/09). Para marcar a data, a Universidade está preparando uma programação especial em evento organizado para a comunidade interna, convidados e parceiros na tarde de quarta-feira (28/09), às 14h, no Auditório Ruy Hulse.

Este promete ser um momento de muita celebração, já que, conforme a reitora, Luciane Bisognin Ceretta, o Museu é um grande tesouro da Universidade. “Atendemos pessoas de diversos lugares que vem conhecer o Museu, referência não só no estado de Santa Catarina, mas no país e fora dele. Comemorar os 20 anos é um momento especial e demarca de modo significativo esse relacionamento institucional para além dos muros da academia. Temos uma série de equipamentos institucionais que cumprem esse papel integrador entre a Universidade e a comunidade e o Museu de Zoologia é um deles”, disse a reitora, lembrando que o local recebe todos os meses 1,5 mil visitantes vindos dos mais diversos municípios.

Luciane ainda enfatiza que o Museu permite a construção de novas oportunidades e de novos talentos, cumprindo a missão da Universidade de contribuir com o desenvolvimento da região. “Há grandes projetos de ampliação para o espaço, de torná-lo ainda maior para toda a nossa região. Ele tem cumprido um importante papel no âmbito educacional, de pesquisa, de cultura e de turismo”, acrescenta.

Localizado no campus da Unesc, o Museu de Zoologia preserva um amplo acervo em exposição que revela a beleza, o esplendor e a diversidade da vida animal. Suas exposições, divididas em diferentes espaços do campus, apresentam mais de 1,5 mil espécies que habitam os principais biomas brasileiros, como a floresta amazônica, o cerrado, a caatinga, o pantanal, a mata atlântica, os pampas, além de representantes da fauna marinha.

O Museu mantém seu acervo aberto à visitação pública e gratuita, permitindo desta forma a socialização do conhecimento e o desenvolvimento de habilidades e atitudes científicas com o público visitante. As exposições já receberam um público total de mais 400 mil visitantes.

Local de destaque

O número de visitantes que passa pelas exposições, conforme a coordenadora e idealizadora do Museu, Morgana Cirimbelli Gaidzinski, faz com que o projeto se destaque entre as instituições museológicas de Santa Catarina, fazendo dele um dos mais visitados do Estado.

“Temos três exposições de longa duração com animais da mata atlântica, representantes da fauna silvestre da região e sobre o ecossistema marinho. Nossa equipe está à disposição para receber as visitas ou até mesmo ir às escolas para abordar sobre a preservação da nossa natureza”, menciona Morgana.

Conhecimento

Ao ser reconhecido como espaço de lazer, convivência e compartilhamento de experiências sobre a fauna sul catarinense, o Museu de Zoologia Professora Morgana Cirimbelli Gaidzinski foi incluído no roteiro oficial de visitação turística do município no ano de 2007 pela Fundação Cultural de Criciúma. Esse reconhecimento ganhou notoriedade estadual com a inclusão do Museu no roteiro turístico “Encantos do Sul”, organizado pela Agência de Desenvolvimento e Turismo de Santa Catarina (Santur).

“O Museu de Zoologia representa um papel importante na construção do projeto turístico da região, pois ele tem como uma de suas funções preservar e proteger o patrimônio natural para garantir uma análise do desenvolvimento e qualidade de vida da comunidade Sul catarinense”, completa Morgana, lembrando ainda que o espaço também conseguiu se constituir como um local de educação contribuindo por meio de suas ações educativas para que o público escolar encontrasse nele atividades pedagógicas significativas e estimulantes para o aprendizado.

Visitantes apaixonados

Luisa Forgiarini Batista Poles, de 13 anos, aluna do Colégio Unesc, é uma das visitantes que adora conferir as exposições. Conforme ela, mesmo já conhecendo o espaço, a cada visita é possível ter novas descobertas. “Os animais aqui são reais e podemos ter uma grande noção de todo o acervo. Acho extremamente legal, principalmente porque contribui muito com nossas atividades da escola. Assim conseguimos entender mais sobre a fauna e a flora”, contou.

A pequena Alice Pinto Silvério, de sete anos, aluna da Escola Estadual Jorge Schütz da cidade de Turvo também teve a oportunidade de conhecer o Museu e ficou encantada com tudo o que presenciou. “Eu adorei os quatis. Eles são fofinhos e parecem ser bem legais”, falou, enquanto apreciava uma das exposições.

Quem também ficou admirada com o que presenciou durante a visita a uma das exposições foi Manuela da Cunha, de seis anos. Ela cita que não tinha visto tantos animais por perto. “Fiquei muito encantada com o que vi. Aqui são muitos animais diferentes”, sublinhou.

Curiosidade

Os grandes mamíferos do meio marinho sempre despertam a curiosidade do público. Visando aproximar os visitantes desses representantes da fauna marinha, o Museu trabalhou durante quatro anos na reparação de um esqueleto completo de baleia‐de‐Bryde com 13,5 metros de comprimento, um dos poucos exemplares montados no país.

Outro animal que faz sucesso durante as visitas é o mascote Pintado, que, além de divertir, aborda lições sobre preservação à natureza. Exposições e programas educativos também são desenvolvidos com o propósito de levar conhecimento à população de forma gratuita.

História

O Museu de Zoologia Professora Morgana Cirimbelli Gaidzinski foi fundado em parceria com o 10º Pelotão da Guarnição Especial de Polícia Militar Ambiental com o objetivo de ser um centro de referência na pesquisa científica, na educação ambiental e no turismo cultural para o Sul do estado de Santa Catarina. O acervo se constituiu a partir do ano de 1993, no curso de Ciências, por meio da disciplina de Zoologia que Morgana Cirimbelli Gaidzinski ministrava. A ideia de formar um acervo com animais taxidermizados surgiu durante algumas viagens da professora ao litoral de Laguna.

Em busca de peixes e crustáceos para a realização de suas aulas práticas, observou alguns exemplares de lagostas e camarões conservados a seco e que estavam expostos em um estabelecimento comercial em Laguna. “Embora o processo de preservação e a apresentação dos exemplares fossem bastante incipientes, a pequena exposição foi de fundamental importância para o início da formação”, relembra.

As poucas espécies que compunham o acervo inicial do projeto ganharam representatividade quando eram apresentadas em eventos promovidos pela Universidade. Mas foi em 2002 que foi apresentada a primeira Exposição de Longa Duração ao público.

No ano de 2005, mediante os constantes encalhes de animais marinhos no litoral Sul catarinense e a fragilidade dos ambientes em que eles se encontravam, o Museu de Zoologia organizou, na área central do Bloco Administrativo da Universidade, a Exposição de Longa Duração “Ecossistema Marinho”, com o objetivo de conscientizar cidadãos e governo sobre a importância prioritária do conhecimento e da conservação do meio marinho.

O trabalho já foi reconhecido nacionalmente pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) em três edições do Prêmio Darcy Ribeiro de Educação, pela Fundação Catarinense de Cultura com o Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura e o Prêmio Gigantes da Ecologia, pelo Instituto Gigantes da Ecologia.

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