Política

Votos brancos e nulos são descartados durante apuração

De acordo com o TSE, esses votos contam apenas como estatística

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Ao contrário do que muitos pensam, os votos em branco e os votos nulos não interferem no processo de apuração de um pleito nem anulam uma eleição. Ambos, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não possuem valor algum – são descartados durante o processo de apuração e considerados apenas como estatística.

A Corte destaca que, na Constituição Federal, está previsto que o candidato eleito é aquele que obtiver a maioria dos votos válidos, excluídos os votos em branco e os votos nulos, considerados inválidos. Portanto, apenas os votos destinados a um candidato ou a um partido entram na contagem.

“Um dos principais mitos do processo eleitoral se refere a uma suposta interferência dos votos em branco e dos nulos no resultado da eleição. Como são considerados inválidos, esses votos em nada interferem, tampouco beneficiam quaisquer candidatos”, informou o TSE.

O tribunal lembra ainda que os votos para cada cargo são independentes. Isso significa que o eleitor pode, por exemplo, votar apenas para presidente da República e optar por votar em branco para os demais cargos. Neste caso, o voto para presidente valeria mesmo diante dos demais votos em branco.

“Muitas fake news afirmam que, neste mesmo exemplo, o voto para presidente deste eleitor seria anulado, pois seria considerado um ‘voto parcial’. Mas isso simplesmente não existe”, reforçou o TSE.

De acordo com a Corte, mesmo que a maioria dos eleitores anule o voto ou vote em branco, a eleição não será anulada, já que apenas votos válidos são considerados no pleito.

A Constituição, entretanto, prevê a necessidade de marcação de uma nova eleição caso a nulidade atinja mais da metade dos votos do país em decorrência de constatação, pela Justiça Eleitoral, de fraude no pleito – como, por exemplo, eventual cassação de um candidato eleito condenado por compra de votos.

Abstenção

Dados do TSE mostram que a abstenção ou o não comparecimento de eleitores às urnas causa prejuízos financeiros ao país. Nas eleições gerais de 2010, o impacto foi de R$ 195,2 milhões, considerados primeiro e segundo turno. A cifra baseia-se no custo médio do voto para o Brasil no pleito daquele ano, calculado em R$ 3,63 por eleitor.

“Ainda que o voto não fosse obrigatório, a Justiça Eleitoral é legalmente designada a preparar as eleições para atender a totalidade dos que podem votar”, informou o tribunal.

Com informações da Agência Brasil

Quer receber as principais noticias da região? Entre no nosso grupo de WhatsApp e fique atualizado de forma rápida e confiável 

Notícias Relacionadas

Banners irregulares são recolhidos em Cocal do Sul, Urussanga e Morro da Fumaça

Fiscalização identificou propaganda irregular nos três municípios da 34ª Zona Eleitoral; votação segue tranquila neste domingo.

”Leve a cola para evitar a formação de filas”: Justiça Eleitoral orienta eleitores em Criciúma e região

Com seis escolhas para fazer na urna, orientação é chegar à seção com os números anotados; atendimento prioritário e mudança em local de votação também exigem atenção.

Eleições 2026: confira o que pode e o que não pode até o dia da votação

Propaganda eleitoral, comícios, atos de campanha e transporte de armas têm restrições específicas nos dias que antecedem o primeiro turno.

Eleições 2026: veja orientações para votar neste domingo em Santa Catarina

Primeiro turno será realizado das 8h às 17h; estado tem 5,7 milhões de eleitores aptos.